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V Simpósio de Fisioterapia Neurofuncional do Crefito-2 abre o mês de junho

Auditório com lotação máxima e participação ativa dos espectadores comprova o sucesso do evento realizado pela Câmara Técnica da especialidade.

Junho de 2018 começou com o pé direito no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região (Crefito-2). Dando prosseguimento ao sucesso dos eventos promovidos no fim do mês de maio, foi realizado, no dia 7, o V Simpósio da Câmara Técnica de Fisioterapia Neurofuncional que, em plena tarde de quinta-feira, atingiu a lotação máxima do auditório Dr. José Luiz Silva Monteiro. Profissionais e acadêmicos participaram de uma tarde de aprendizado, troca de experiências e debates com os palestrantes convidados.

Para dar início ao evento, foi composta uma mesa com as presenças do conselheiro do Crefito-2 Dr. José Antunes da Fonseca Filho, da coordenadora da Câmara Técnica de Fisioterapia Neurofuncional do Crefito-2, Dra. Wilma Costa Souza, e daintegrante da CT Dra. Maria da Conceição Rangel.

Dra. Wilma Costa Souza agradeceu a todos pela presença, em nome da Câmara Técnica, e utilizou seu tempo de fala para informar e sensibilizar a plateia sobre o ensino a distância na área da Saúde. Veja mais sobre o assunto a seguir.

O conselheiro Dr. José Antunes saudou a todos em nome da presidente do Crefito-2, Dra. Regina Figueirôa. “Quero agradecer a presença de todos vocês, à Dra. Wilma Costa e a todos da Câmara Técnica de Fisioterapia Neurofuncional pelo empenho, além dos palestrantes que disponibilizaram seu tempo para dividir o conhecimento, trazendo crescimento para os presentes, tanto acadêmicos quanto profissionais”. Ele lembrou que o Conselho Regional vem promovendo, constantemente, eventos gratuitos para profissionais e acadêmicos, convidando a todos para acompanharem a programação, aproveitando desses ricos momentos de troca e aprendizado.

Dra. Conceição Rangel cumprimentou a audiência e lembrou que “se apaixonou pela Fisioterapia Neurofuncional ainda na faculdade”, quando aluna da professora Wilma Costa. “Lutamos para a difusão da especialidade e o conhecimento do público em geral do que é a Fisioterapia Neurofuncional. Fui convidada há dois anos para fazer parte da CT, e temos trabalhado para que os colegas e o grande público conheçam um pouco mais sobre essa área”. Ela lembrou que, ao participar do evento no Recife, representando a Câmara Técnica de Fisioterapia Neurofuncional, constatou que nem todos os Conselhos possuem CTs nessa especialidade e o material informativo produzido no Crefito-2 foi importante para divulgar entre os fisioterapeutas sobre o trabalho de uma Câmara Técnica e a a sua importância nos Conselhos profissionais.


Programação cativa o público

A palestra de abertura abordou o tratamento da doença de Parkinson, “descrita por James Parkinson, em 1817”, que é “uma das doenças neurológicas mais incidentes e intrigantes dos dias de hoje”, segundo o “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas” publicado pelo Ministério da Saúde, em 2017. Coube ao Dr. Sérgio Seixas Marques Ferreira Junior a apresentação do tema “Fisioterapia no Parkinsonismo”. O profissional falou sobre a humanização do atendimento e a importância da Fisioterapia para os pacientes acometidos por esta doença, mostrando os benefícios do tratamento e a evolução do paciente.

Dra. Flávia Toledo palestrou sobre a “Quantificação da Fadiga Muscular Através de um Teste Dinamométrico de Preensão Palmar em Miopatias”, valendo-se de dados publicados em estudos científicos e trazendo conceitos de vários autores sobre a fadiga muscular, como a de Krupp e Polina (1996), que a definiram como “uma sensação esmagadora de cansaço, exaustão e perda de energia”. A palestrante fez uma explanação sobre a atuação do fisioterapeuta no tratamento das miopatias, que além da fraqueza muscular, pode provocar dores e dificuldades nos movimentos.

O Parkinson voltou a ser abordado, desta vez na fala do Dr. Clynton Correa, que destacou a “Avaliação e Intervenção Fisioterapêutica dos Membros Superiores na Doença de Parkinson”. O integrante do Grupo de Estudos da Doença de Parkinson (Gedopa) destacou a importância do ensino, pesquisa e extensão sobre reabilitação na doença de Parkinson.

Outro tema que despertou grande interesse do público foi a “Sexualidade na Lesão Medular”, apresentado pela Dra. Monica Lopes. De forma descontraída, ela abordou um assunto delicado e que provoca muitas dúvidas, tanto da pessoa com deficiência, quanto dos fisioterapeutas. A palestrante mostrou como a Fisioterapia Pélvica pode auxiliar o paciente na retomada da vida sexual e na autoestima, falando, ainda, sobre preconceito, estigmas sociais e mitos que rondam a sexualidade da pessoa deficiente, seja na paraplegia ou na tetraplegia.

A última apresentação da tarde ficou a cargo a Dra. Wilma Costa, que promoveu um diálogo aberto em sua fala sobre o atendimento pós-AVC. Ela falou sobre as atualidades em publicações científicas e sobre a adoção de tipoias e bengalas pelo paciente que sofreu um acidente vascular cerebral, destacando quando são ou não indicadas e a importância de acabar com o uso indiscriminado, que pode prejudicar mais do que ajudar no tratamento na reabilitação.


Educação a Distância na Saúde foi destaque nas falas da mesa de abertura

Dra. Wilma Costa, que participou, no dia 1º de junho, do Fórum Nacional Contra o EaD na Saúde, realizado durante o XXII Congresso Brasileiro de Fisioterapia, em Belo Horizonte, fez questão de frisar na mesa de abertura do V Simpósio da Câmara Técnica de Fisioterapia Neurofuncional, que o Crefito-2, ao lado de outros órgãos e instituições, é contra a abertura de vagas em cursos superiores para a formação de qualquer profissão da área da Saúde por meio de ensino não presencial.

A fisioterapeuta e professora respeitada também salientou que o Dr. Robson de Jesus Pavão, diretor tesoureiro do Crefito-2, assinou a Ata do Fórum, representando e reafirmando a posição da Autarquia. A conselheira Dra. Marisa Bacellar também participou do encontro em Minas Gerais, como representante do Conselho.

Na recepção do Simpósio, os cursistas receberam a última edição da Revista do Crefito-2, que apresenta uma reportagem sobre o tema. Dra. Wilma conclamou que todos lessem o material e buscassem se informar mais sobre o assunto, além de se engajar nas lutas contra o ensino não presencial para graduação em profissões da Saúde, fato que, muito em breve, poderá acarretar riscos à saúde da população.

“O Decreto presidencial diz que é preciso interiorizar e levar educação para as áreas do país onde não há cursos presenciais, e hoje o que se verifica não é isso. Os cursos por EaD estão sendo oferecidos justamente nos polos onde existe maior número de pessoas, maior número de candidatos a fazer esses cursos”.

Aos acadêmicos, a coordenadora fez um sério alerta: “há uma tendência das universidades transformarem seus cursos presenciais em EaD. É preciso que vocês que estão estudando resistam a isso, fiquem atentos. A gente sabe que já tem faculdade fazendo projeto para transformar o que é presencial em semipresencial. É preciso que vocês se juntem a nós na luta”. Ela lembrou, ainda, que o Ministério da Educação autorizou, há dois meses, “50 mil vagas em todo o Brasil de cursos EaD. Claro que neste momento não existem 50 mil pessoas estudando, mas existe a disponibilidade, a autorização de se criar até 50 mil vagas de cursos de ensino a distância. Então, não estamos falando de pouca coisa”.

O conselheiro Dr. José Antunes corroborou a fala da Dra. Wilma Costa e também alertou a plateia sobre os risco da EaD na Saúde: “a medida que a gente vai deixando essas coisas acontecerem, nosso trabalho e nosso valor profissional vão sendo diminuídos”. Ele lembrou que o não presencial poderá afetar até mesmo os profissionais já formados. “Quanto menos qualificado for o profissional, a sociedade vai nivelar você pelo todo. Esse processo vai atingir a todos nós profissionais. Então, vamos dar as mãos e lutar. Ensino não ter que ser uma indústria, mas uma responsabilidade social”, afirmou o conselheiro.

 
 
 
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