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Terapeuta ocupacional se emociona durante homenagem do Crefito-2

Dra. Rosa Maria de Araújo Mitre foi a primeira em sua área a conquistar o título de doutorado e se destaca por sua trajetória de 32 anos na Terapia Ocupacional.

Profissional agradeceu ter tido seu nome escolhido entre tantos profissionais da Terapia Ocupacional que considera merecedores da condecoração.

Quando subiu ao palco durante a cerimônia de abertura da XIII Jornada Científica de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Crefito-2, no dia 26 de setembro de 2012, a Dra. Rosa Maria de Araújo Mitre levava consigo a emoção de quem reconhecia a importância daquele momento. Ela recebeu a Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos das mãos da presidente do Conselho Regional, Dra. Regina Figueirôa, e as saudações do vice-presidente da Autarquia, Dr. Omar Luís Rocha da Silva, que também é terapeuta ocupacional.

A profissional é muito respeitada por sua bagagem acadêmica e pela experiência profissional. Graduada em Terapia Ocupacional pela então Sociedade Universitária Augusto Mota (1980), ela foi a primeira terapeuta ocupacional a obter o título de doutora (2004), além do mestrado em Saúde da Criança e da Mulher (2000) e da especialização em Psicopedagogia (1996). Na entrevista concedida ao Crefito-2, Dra. Rosa Mitre revela que, em várias ocasiões, foi desbravadora de espaços para a Terapia Ocupacional.

Atualmente ela atua no Departamento de Ensino do Instituto Fernandes Figueira - Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), onde desempenha um importante papel como professora colaboradora da pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher, desde 2003; membro da Comissão de Cuidados Paliativos Pediátricos desde sua fundação; e coordenadora da área de Terapia Ocupacional da Residência Multiprofissional em Crianças e Adolescentes Cronicamente Adoecidos. Foi Coordenadora do “Saúde e Brincar – Programa Interdisciplinar de Atenção Integral à Criança Hospitalizada” do IFF (2000 – 2012); presidiu a Comissão de Humanização da instituição e a representou na Câmara Técnica de Humanização dos Hospitais Federais do Núcleo do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (2004 – 2009).

A terapeuta ocupacional coleciona uma série de outros cursos de extensão e especialização. Incansável, ela é autora de diversos artigos, resumos e pareceres técnicos sobre diversas áreas da Terapia Ocupacional. Por toda a bela trajetória de dedicação e estudos, que só fazem engrandecer e valorizar sua profissão, ela fez jus à homenagem prestada pelo Crefito-2. Confira a seguir a entrevista com a profissional.



Crefito-2: Como você recebeu a notícia desta homenagem? Comente sobre a importância deste reconhecimento por parte do Conselho.

Dra. Rosa Mitre: Fiquei muito feliz, honrada e emocionada ao receber a notícia sobre a homenagem. Acho que é uma grande deferência do Conselho e isso me remete à minha história profissional, quando fui ao Crefito-2 pela primeira vez, em janeiro de 1981, para solicitar minha franquia provisória, após minha formatura. Durante meu percurso profissional, sempre tive apoio do Conselho por meio de entrevistas, convites para palestras e participações em eventos e Câmaras Técnicas, mas jamais imaginei que algum dia fosse ser homenageada com uma medalha, principalmente com o nome do Dr. Fernando Lemos, que também dava o nome ao Diretório Acadêmico da faculdade em que estudei.

Reconheço que existem vários colegas com atuação de destaque em nossa região e me orgulho de ter sido lembrada. É muito gratificante saber que nossa prática pode deixar uma pequena sementinha no terreno da Terapia Ocupacional, quer pelos dos colegas que ajudamos a formar, orientamos ou capacitamos, pelos pacientes que atendemos ou pelo que falamos e escrevemos.


Crefito-2: Neste ano, a Jornada Científica do Crefito-2 abordou o tema: “Funcionalidade: Perspectiva Social”, debatendo os direitos do cidadão e a melhoria da qualidade de vida e do atendimento. Como terapeuta ocupacional, comente sobre a relevância do tema a como acha que a discussão deste assunto pode contribuir para o fortalecimento da sua profissão.

Dra. Rosa Mitre: Este é um tema que me é muito caro e sobre o qual indiretamente já venho me dedicando há alguns anos. Rever a qualidade do atendimento prestado, refletir sobre o modelo de atenção que utilizamos, reconhecer que qualidade de vida é algo fundamental que depende de escolhas, valores e percepções de nossa clientela, logo, não obedece a padrões únicos, além de valorizar a condição de cidadão de nossos pacientes é fundamental numa proposta de Terapia Ocupacional orientada com as discussões atuais nas áreas de saúde, educação e social, aliada a uma postura ética. Certamente a discussão desse tema é relevante para que nossa categoria vá construindo uma reflexão mais aprofundada sobre nosso papel na sociedade brasileira, principalmente nas ações e políticas de saúde, de forma a uma maior inserção nesse cenário.


Crefito-2: O que mais marcou sua vida como terapeuta ocupacional?

Dra. Rosa Mitre: Não dá para apontar apenas uma única situação, pois, nestes 32 anos de vida profissional, foram muitos momentos importantes. Numa breve linha do tempo, apontaria:

- o contato com os primeiros pacientes que atendi quando ainda era estagiária;

- a experiência de atender na casa dos pacientes, no iní­cio de minha carreira, onde pude compartilhar tantas rotinas e histórias singulares, entrando no cotidiano e intimidade das famílias, bem diversa da experiência em consultório;

- minha passagem pelo universo da doença mental, onde refleti sobre diversas formas de sofrimento e exclusão;

- minha chegada num hospital de crianças graves, onde realinhei meu olhar sobre saúde, tratamento, qualidade de vida e possibilidades de atuação da Terapia Ocupacional;

- meu ingresso na vida acadêmica - como nossa categoria aqui no Rio de Janeiro não é muito grande, muitas vezes fui (certamente como outros colegas o foram em outras instituições) a primeira terapeuta ocupacional a frequentar aqueles espaços, como no caso da especialização (onde tive de me submeter a uma entrevista e análise de currículo antes de poder me inscrever para fazer o processo de seleção como todos os outros candidatos), do mestrado e do doutorado;

-cada vez que falo em algum evento e me identifico como terapeuta ocupacional e sinto que estou representando nossa profissão;

- quando alguém comenta que leu algo que escrevi e aquilo contribuiu de alguma forma para seu trabalho;

- ter participado das primeiras bancas para concurso de professores dos cursos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), num momento histórico para nossa profissão aqui no Rio de Janeiro;

- ingressar por concurso público, como pesquisadora, nos quadros da Fiocruz, podendo continuar um trabalho que me dá tanto prazer;

- participar da implantação da residência multiprofissional na minha instituição, garantindo a participação de nossa categoria; e

- por último, mas não menos importante, o contato direto que tive e tenho com tantos colegas incrí­veis, sejam eles meus antigos supervisores de estágio, companheiros de trabalho, alunos, estagiários, orientandos e residentes, o que me possibilita sempre aprender e refletir.


Crefito-2: Quais os desafios do atual momento da Terapia Ocupacional, em sua opinião?

Dra. Rosa Mitre: Em minha opinião, nosso maior desafio é podermos acompanhar o debate que vem sendo travado nas áreas da Saúde, Educação e Social, no panorama de nosso país, realizando, por meio de nossas práticas, uma reflexão sobre nosso papel e não nos mantendo estagnados ou tentando copiar modelos. Cada vez que pleiteamos e conquistamos novos espaços, nossas responsabilidades também se ampliam. Dessa forma, precisamos cada vez mais integrar novos olhares e saberes em nossa formação e atuação, ocupando espaços e territórios.


Crefito-2: Quais são suas perspectivas e anseios para o futuro da sua profissão?

Dra. Rosa Mitre: Brevemente as primeiras turmas das universidades federais estarão se formando, com um maior número de profissionais no mercado. Espero que possam desenvolver um trabalho sério, competente, mas também criativo e inovador, pensando novas práticas e possibilidades de inserção da Terapia Ocupacional. Outra expectativa é em relação à  residência multiprofissional enquanto espaço de formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde, mas também como geradora de demanda, uma vez que pode permitir uma maior visualização de nossa ação, principalmente nos contextos hospitalares, da Saúde da Famí­lia e da Saúde Coletiva.

 

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