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Publicado em: 24/06/2020

Queda de idosos: Dia Mundial de Prevenção funciona como alerta para familiares e cuidadores.

 


Desde 2008, o dia 24 de junho é instituído o Dia Mundial de Prevenção de Quedas em Idosos, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e incorporada ao calendário oficial do Ministério da Saúde (MS). A data tem o objetivo de alertar especialmente aos idosos e seus familiares sobre o risco de queda, muito comum entre idosos, e que hoje representa um grave problema de saúde pública nessa faixa etária.

 

No Rio de Janeiro, a Lei 6.463/2019 instituiu a Semana de Prevenção de Quedas dos Idosos no Calendário Oficial da Cidade, que acontece entre os dias 24 e 30 de junho, quando todos os esforços estão voltados na divulgação do tema, que é de grande importância social, pois auxilia na conscientização da prevenção.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o mundo, o número de pessoas com mais de 60 anos cresce com rapidez mais do que qualquer outro grupo etário. Estima-se que até 2050, a população de idosos seja muito maior do que a de crianças com menos de 14 anos de idade pela primeira vez na história da humanidade. E os segmentos mais velhos da população, com idades superiores a 80 anos, particularmente suscetíveis a quedas e suas consequências, é o grupo que cresce com maior rapidez dentro da população mais idosa, e espera-se que chegue a representar 20% da população mais velha até 2050. Isso significa que teremos cada vez mais idosos no mundo.

 

Esse envelhecimento populacional vem sendo observado no Brasil e no mundo, ocasionando alterações no perfil de doenças e óbitos da população, com aumento da ocorrência de agravos classificados como causas externas que são, em sua maioria, evitáveis, como as quedas em idosos. A OMS estima que cerca de 40% dos idosos sofrem algum tipo de queda e um simples tombo pode significar perda de mobilidade e até da autoestima. 

 

A importância de lembrarmos essa data, passa pela importância de conscientizar, cada vez mais, a população sobre um problema sério de saúde pública, com consequências que podem ser gravíssimas ao idoso, como fraturas e lesões incapacitantes, internações por longos períodos e que pode levar a óbito. Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que freqüentemente realizam atendimento ao idoso, principalmente domiciliar, precisam ficar atentos constantemente aos fatores de risco existentes, através de avaliações criteriosas e orientações adequadas aos familiares e cuidadores”, alertaram os integrantes da Câmara Técnica (CT) de Gerontologia. 

 

A prevenção é a grande aliada para minimizar os riscos de quedas; evitar fios espalhados pela casa, tapetes soltos pelo caminho, pisos escorregadios de banheiro e cozinha, baixa iluminação nos cômodos, vestimentas largas e que ficam arrastando pelo chão, assim como calçados instáveis ou chinelos soltos com solados sem antiderrapante, podem ser uma armadilha no dia a dia dos nossos pais e avós. Outro cuidado que se deve ter, é com os animais de estimação, que podem ser ótimos aliados terapêuticos, mas um perigo no deslocamento dos idosos, se não forem treinados. 

 

E aí que entra a intervenção dos profissionais fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, que precisam fazer uma avaliação minuciosa do paciente – abordando fatores internos e externos – para identificar e quantificar o risco de quedas, observando as queixas, as questões motoras, cognitivas e comportamentais, além da capacidade funcional, bem como, fatores ambientais, que possam interferir no engajamento da pessoa idosa na execução das tarefas diárias com segurança.

 

De acordo com dados levantados pela CT de Gerontologia do Crefito-2, o trabalho muscular com exercícios físicos, ajuda a diminuir a fraqueza muscular e otimizar a função motora e, quando associados a dupla tarefa, podem ter impactos na orientação espacial e funções executivas, pela associação do trabalho cognitivo à tarefa realizada. Portanto, com o trabalho multimodal, que envolve vários componentes agrupados no mesmo atendimento, - marcha, equilíbrio, treinamento de resistência, desempenho ocupacional das atividades - existe uma provável redução de 34% no número de quedas, e é capaz de reduzir em 22%, o número de idosos que experimentam uma ou mais quedas.

 

É importante ressaltar que as quedas e suas consequências são importantes problemas de saúde pública que, na maioria das vezes requerem atenção no atendimento de saúde. Ainda, segundo o relatório da OMS, as quedas respondem por 20% a 30% dos ferimentos leves, e são causa subjacente de 10% a 15% de todas as consultas aos serviços de emergência. Além disso, mais de 50% das hospitalizações relacionadas a lesões por quedas ocorrem entre pessoas com mais de 65 anos de idade. As principais causas subjacentes de todas as admissões ao hospital relacionadas a quedas são: fratura do quadril, lesões traumáticas do cérebro e ferimentos dos membros superiores. As quedas respondem por 40% de todas as mortes relacionadas a lesões. 

 

De acordo com a Câmara Técnica (CT) de Gerontologia, “ao longo desse período, o interesse científico aumentou sobre o conceito de quedas, seus fatores de risco e estratégias de prevenção, através de consistentes ensaios clínicos. Também acredito que a conscientização das famílias cresceu ao longo dos anos, com a percepção sobre os riscos e os cuidados necessários no cuidado com os seus idosos. Entretanto, na esfera política, ainda não temos nenhum sistema concreto de mapeamento e monitoramento das internações por quedas e suas evoluções clínicas decorrentes, sejam nos serviços públicos de âmbitos federal, estadual ou municipais.” 

 

É altamente desejável manter os idosos em suas casas, seguros e funcionais, pelo maior tempo possível, que fiquem fora dos hospitais, sejam cuidadas em suas casas, e não em instituições. Até porque o impacto econômico das quedas é crítico para a família, a comunidade e a sociedade. E isso exige que os idosos permaneçam socialmente integrados em seus bairros e que os serviços sociais e de saúde de base sejam acessíveis.

 

Segundo a World Health Organization, “o envelhecimento da população é um triunfo da humanidade, porém é, também, um desafio para as sociedades”.

 

 

Fontes: CT de Gerontologia do Crefito-2, MS, IBGE, OMS e WHO.

 


 

 
 
 
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