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Primeira oficial de origem indígena das Forças Armadas do Brasil recebe comenda do Crefito-2

A fisioterapeuta e Tenente do Exército, Dra. Silvia Nobre Waiãpi, vem desempenhando um importante trabalho de valorização da profissão como chefe do Serviço de Medicina Física e Reabilitação em Fisioterapia do Hospital Central do Exército. Sua atuação contribuiu para que o HCE se tornasse único hospital do Brasil com o atendimento de Fisioterapia em Emergência 24 horas, com equipe formada em resgates e transporte aeromédico, além de único na América Latina cujos fisioterapeutas intensivistas e emergencistas são treinados em defesa química, biológica, radiológica e nuclear.

 


Da infância na tribo de etnia Waiãpi, localizada no Triângulo Amapari - Parque Indígena do Tumucumaque, no Estado do Amapá, até chegar à chefia do Serviço de Medicina Física e Reabilitação em Fisioterapia do Hospital Central do Exército (HCE), no Rio de Janeiro, a Tenente Dra. Silvia Nobre Lopes percorreu uma longa trajetória, permeada por muitas lutas. Suas conquistas como fisioterapeuta e seu legado para a profissão são os motivos da homenagem que ela receberá do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região (Crefito-2). Ela faz parte do seleto grupo de personalidades que serão agraciadas com a Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos, criada pela Autarquia, em 2011, para reconhecer a atuação daqueles que contribuem para a construção da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional no Estado do Rio de Janeiro.

A outorga da comenda será realizada no dia 24 de outubro de 2017, durante a abertura da XVII Jornada Científica de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Crefito-2 – Etapa Fisioterapia.

INSCRIÇÕES GRATUITAS PELA INTERNET. CLIQUE E PARTICIPE.

Além de integrar o grupo de homenageados, ela ministrará a Conferência Magna do evento, que terá o tema central Integralidade com Equidade: O Olhar do Fisioterapeuta no Universo Feminino. A programação e inscrições para o evento estão disponíveis na internet, no site www.crefito2.gov.br. A participação é livre e gratuita para acadêmicos e profissionais.

Dra. Silvia Nobre, além da graduação em Fisioterapia (Unisuam, 2007), já era graduada em Artes e, atualmente, cursa Biomedicina no IBMR. Seu nome é sinônimo de inquietação e busca constante por aperfeiçoamento e novas possibilidades de atuação como fisioterapeuta, sempre atenta à necessidade de atenção à saúde.

A fisioterapeuta é a primeira mulher militar de origem indígena das Forças Armadas do país, segundo informação do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (Inbrapi). Seu nome indígena é Kayne Jã’warimã, que significa “forte”. Mantém uma forte atuação ligada às suas raízes, como conselheira e colaboradora do Conselho Nacional da Mulher Indígena – Conami e da Rede Grumin de Mulheres Indígenas. Ela, inclusive, fala fluentemente o tupi-guarani.

A Fisioterapia entrou em sua vida como praticante do atletismo. Como atleta, recebeu uma bolsa de estudos integral para cursar qualquer cadeira que escolhesse. A decisão se deu de forma consciente e a escolha por tornar-se fisioterapeuta envolveu a prática esportiva e a reabilitação, remontando a um acidente sofrido na infância.

Foi justamente a prática esportiva que a levou ao contato com o meio militar. Especializada em Fisioterapia Esportiva, Dra. Sílvia Nobre trabalhou por mais de seis anos na área. Atuou junto ao Corpo de Fuzileiros Naval da Marinha, com os corredores do Comando Geral no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, na Penha. Este contato despertou seu interesse pela carreira militar, onde vem construindo uma rica trajetória.

Conheça mais sobre a vida e o trabalho da Tenente Dra. Silvia Nobre na entrevista a seguir, onde ela conta sobre a emoção da notícia sobre a homenagem e um pouco da carreira e dos desafios da Fisioterapia no âmbito militar.



Crefito-2: A Medalha Dr. Fernando Lemos é uma comenda entregue anualmente pelo Crefito-2 aos profissionais que se destacam e contribuem para o desenvolvimento da profissional.  Como você recebe a notícia desta homenagem? Comente sobre a importância deste reconhecimento por parte do Conselho.


Dra. Silvia Nobre Lopes: Fico honrada e emocionada, pois eu não esperava esta homenagem. Vejo como uma forma de reconhecimento para toda a minha equipe e, principalmente, para o Hospital Central do Exército (HCE), como prova de que estamos no caminho certo. De que todo o esforço e dedicação valeram a pena. 

As pessoas que apostaram em mim e no meu trabalho merecem estar comigo nesta homenagem: o General Alexandre Falcão, comandante do Hospital Central do Exército, e o Major Alexandre Ferraz, chefe do Centro de Terapia Intensiva do HCE (CTI). O General por ter me apoiado e confiado, o que me incentivou a sonhar e realizar. O Major por ter me apoiado na execução de minha ciência.

Os fisioterapeutas – militares da reserva: Dra. Denise Santos, Dra. Paula Schincariol, Dra. Tania Suypeene, Dra. Daniele Patitucio, Dra. Ester Abrunhosa, Dra. Daniele Dias, Dra. Kelly Duarte, Dra. Juliane Cavalcante, Dra. Luciana Torres e, claro, a minha equipe de emergência, os meus colegas Tenentes: Dr. Braz Perpétuo, Dra. Rachel Abreu, Dra. Daniele Paes, Dra. Tatiana Moutinho, Dr. Lauro Fernandes, Dra. Tatiana Alonso, Dra. Ana Ferreira, Dra. Mariana Chagas, Dra. Bruno Braz, Dra. Amanda Abrantes, Dr. Charles Capella, Dra. Vivian Lucia, Dra. Elizabeth Teles, Dra. Danielle Machado, Dr. Alexandre Justiniano, Dra. Laisa Liane, Dr. Enrico Goldoni, Dr. Josias Pinheiro, Dr. Haroldo da Silveira e Dr. Aylton. Eles são meus companheiros e aliados nessa luta.

Sempre tive que lutar muito e as dificuldades me ajudaram a sonhar. Mas, em qualquer situação, nunca esqueci que eu sou apenas uma menina indígena Waiãpi que passava fome, que andava descalça e possuía apenas uma roupinha velha sem botão atrás, mas com uma vontade incrível de mudar o mundo.


Crefito-2: A entrega da Medalha ocorre na abertura da Jornada Científica de Fisioterapia. Neste ano, o evento abordará o tema: "Integralidade com Equidade: o olhar do fisioterapeuta no universo feminino". Em sua opinião, qual é a relevância desse debate proposto pelo Crefito-2, especialmente sob a ótica de uma fisioterapeuta pioneira e uma mulher com uma trajetória de lutas?


Dra. Silvia Nobre Lopes: É tão importante ver o paciente como um todo, dar valor às dores e queixas, às alegrias e vitórias, compartilhar possibilidades e abordar a condição integral, e não parcial, de compreensão do ser humano. Acolhimento seria a expressão mais fidedigna para isso. Isso transforma qualquer abordagem e cuidado. Essa jornada vem ao encontro de um trabalho que realizamos no Hospital Central do Exército chamado: “Workshop – O Corpo Sente e Fala”. Esse workshop de vivência e análise corporal é um trabalho multidisciplinar dos Serviços de Fisioterapia, Psicologia, Fonoaudiologia e Enfermagem do HCE; um programa de acolhimento aos pacientes da Oncologia.

No programa as pacientes podem vivenciar experiências e aprender a identificar momentos de medo e negação em relação ao câncer. Encontrarmos juntas novas possibilidades de continuar amando a nossa essência e a nossa história. Porque existe vida na luta pela vida.

Discutir neste evento a integralidade com equidade dentro do contexto feminino ajuda a nos fortalecer como mulheres e como profissionais. E é em eventos como esse, que somado às nossas experiências, teremos novos desdobramentos e linhas de ação conjunta que proporcionarão uma saúde mais justa e igualitária.

Tenho um histórico pessoal de lutas e fracassos e, principalmente, de muitos recomeços e perdas irreparáveis ao longo da minha vida. Eu sei o quanto custou chegar aqui e o preço que paguei pelo país e a Força que amei. As dores que senti; tudo o que eu perdi; os afetos e os desafetos que cultivei. Nada foi fácil. Mas nada foi e é mais importante em saber que uma indígena Waiãpi chegou aqui com honra.


Crefito-2: No âmbito militar, seu trabalho tem um caráter pioneiro e vem contribuindo para a inserção dos profissionais de Fisioterapia em novos campos de atuação, bem como tem implantado um atendimento diferenciado, como o serviço 24h. Explique como tem sido seu trabalho desde seu ingresso nas Forças Armadas, inclusive como chefe do serviço. Quais premissas adota e quais os principais projetos implantados, em andamento e futuros?


Dra. Silvia Nobre Lopes: Eu cumpro uma missão. As peculiaridades da vida castrense [disciplinada; vida nos quarteis; ligada ao âmbito militar] das atribuições militares muito me honram, motivam e têm sido o grande sustentáculo para as implantações de novas inserções da nossa classe.

Quando cheguei ao Exército Brasileiro, fui designada para exercer minhas funções na Unidade de Cuidados Intermediários. Com o trabalho na UCI, tive acesso e participei de uma equipe destinada ao atendimento de militares vítimas de um acidente automobilístico com alguns óbitos no local, grandes mutilados e pacientes graves em atendimento na emergência do hospital. Este fato motivou o trabalho conjunto de vários profissionais altamente especializados e me fez perceber as necessidades da implementação de um serviço diferenciado, com profissionais diferenciados.

Fiz-me algumas perguntas: Por que os fisioterapeutas não podem ser citados ou treinados para atividades de resgate sendo profissionais de Saúde com formação superior? Por que o fisioterapeuta não teria autonomia no processo decisório dessas condutas?

Para tal, seria necessário o primeiro passo, a defesa da importância do profissional, o convencimento das autoridades competentes e, principalmente, fazer essas autoridades serem importantes aliados no processo da qualificação de fisioterapeutas.

Ainda em 2011, solicitei aos meus superiores a minha formação e treinamento em Salvamento e Resgate. Alguns colegas foram contra e eu justificava como sendo muito importante para o nosso futuro profissional e o crescimento da classe.

Minhas atividades dentro da unidade e as constantes visitas ao Setor de Emergência foram o passaporte para aprovação da minha formação no Centro de Instrução da Brigada Paraquedista General Penha Brasil e no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Parte do treinamento constava, além da aptidão física, de treinamento em resgates em missões do Corpo de Bombeiros em ambulâncias dos Tipos B (Suporte Básico), C (Resgate), D (Avançada - UTI Móvel); Salvamento Aquático; e, pelo Exército, treinamento para salvamento em áreas de difícil acesso e ambientes inóspitos. Após esse treinamento comecei na grande empreitada em convencer e mostrar a importância da formação e treinamento no âmbito da Força Terrestre.

Ainda em 2013, recebi o convite do United Nations Staff College and United Nations Department of Safety and Security, para fazer o curso Safe and Secure Approaches in Field Environments – SSAFE. Este curso de Salvaguarda e Segurança – ONU abriu a minha mente para fazer o cruzamento de dados, informações e capacidades para a atuação da Fisioterapia nas áreas de defesa e saúde.

Em 2014, o Serviço de Medicina Física e Reabilitação em Fisioterapia do Hospital Central do Exército passou a ser chefiado por fisioterapeuta e não mais por médicos. E, mesmo assim, não obtivemos a autonomia nos processos decisórios. Não foi fácil, foram muitas barreiras e dificuldades.

Mandaram-me exercer minhas funções de fisioterapeuta na Emergência. Foi um novo processo: equipar o local, criar uma verdadeira rotina de atendimento, me adequar à nova equipe... Lá estava eu, fazendo as mesmas coisas.


Crefito-2: O que te motivou a continuar?


Dra. Silvia Nobre Lopes: Eu sabia que deveria continuar nessa luta pelo bem e futuro da nossa classe. Eu estava motivada pelo exemplo do Dr. Carlos Alberto Caetano Azeredo e de sua luta contagiante para introdução da nossa classe nos Centros de Terapia Intensiva. Ele mudou a Fisioterapia do Brasil. Nossos líderes deixam exemplos que devemos continuar, pois, “a palavra convence, mas o exemplo arrasta”.

As atividades na Emergência do HCE me alimentavam de uma vontade de introduzir o Serviço de forma efetiva no setor, e foi na Emergência do Hospital Central do Exército que conheci a grande responsável pela formação do fisioterapeuta em transporte aeromédico. Foi na UE que conheci uma criança de 11 anos, chamada Juliane, que veio transferida do Mato Grosso para o Rio de Janeiro para a retirada de um tumor na coluna. Essa menina tinha um sonho de comer um Big Mac e o fato de estar internada era um impeditivo. Ela não conhecia a praia, e certa vez, uma Sgt. Técnica de Enfermagem, Katia Lucia Silva, me chamou e disse: “Tenente Silvia Nobre, levei a Juliane na ambulância para fazer um exame fora do hospital e ela viu a praia e ela disse que tem um sonho de comer um Big Mac, porque nunca comeu. Será que a senhora não consegue uma autorização pra realizarmos o sonho dela?” E lá fui eu numa luta pelo convencimento dos superiores, mas pensei em coisas um pouco mais marcantes para o sonho dessa menina, não era só um sanduíche.

Entrei em contato com o Almirante Nilton – Marinha do Brasil, que tinha o contato de um Sgt. Fuzileiro Naval que havia realizado um trabalho com o Instituto Ronald MacDonald. Foi por meio deles que consegui a autorização para a visita do modelo oficial do Instituto Ronald MacDonald ao Hospital Central do Exército. Tudo para a Juliane poder realizar o sonho e ainda poder se sentir especial por meio dessa visita.

Nunca vou esquecer o brilho dos seus olhos. Juliane voltou pro Mato Grosso e as complicações da doença a fizeram retornar para o Rio de Janeiro em uma UTI aérea, e durante o vôo ela foi ao óbito. Eu esperava por ela no Hospital quando recebi a notícia do falecimento. Eu jamais poderia esquecer aqueles olhos, aquela alegria. Quis entender tudo o que ela poderia ter passado durante aquele vôo ou quem segurou a mãozinha dela. Pensei: E se eu estivesse lá? Porque eu não estava com ela? As respostas foram claras: qual a formação eu tinha em aeromédico?

Então eu entrei em contato com o IESSP – Instituto de Ensino e Saúde de São Paulo, e pedi para ingressar numa turma, que era aberta apenas para médicos e enfermeiros. Depois fui convencer médicos para realização da formação e treinamento para atuação no Hospital, caso necessário. Eu precisava de uma equipe pronta.O HCE tem um heliponto que serve para pouso de helicópteros. Fiz Cursos de Transporte Aeromédico Adulto, depois o de Resgate Aeromédico e, em seguida, o de Transporte Aeromédico Neonatal e Pediátrico.


Crefito-2: Sua formação foi o início de um árduo trabalho de conscientização quanto à importância dos fisioterapeutas na área de transporte e resgate aeromédico. Conte como foi esse processo.


Dra. Silvia Nobre Lopes: Em 2015, o Comando do Hospital Central do Exército foi assumido pelo General de Brigada Médico Alexandre Falcão Corrêa, que de forma muito profissional e visionária se viu convencido da importância da Fisioterapia em outras áreas de atuação.

Em março de 2016, o General Falcão – Comandante do HCE, me chamou e me pediu pra assumir a Chefia do Serviço. Ele reconhecia essa vontade de grandes ações e me deu todo o respaldo e autonomia na gerência do Serviço. Foi aí que, oficialmente, assumi, no dia 28 de março de 2016, a Chefia do Serviço de Medicina Física e Reabilitação em Fisioterapia do Hospital Central do Exército.

A primeira ação foi instituir o Serviço de Atendimento em Fisioterapia de Emergência 24 horas no Hospital. A segunda foi designar militares fisioterapeutas para a formação em transporte aeromédico; para isso eu precisava da autorização do meu Comando. O General Falcão novamente apostou na Fisioterapia e, a partir daí, formamos 50% do nosso efetivo de fisioterapeutas em transporte aeromédico. Eu já havia, por conta própria, feito alguns estudos do perfil de pacientes atendidos no Hospital. Isso me deu muita tranqüilidade pra realocar todo o Serviço por áreas de complexidade hospitalar, e procurei nivelar a formação e atuação profissional dos fisioterapeutas nos seis andares, dividindo por alas e clínicas especializadas: Oncologia, Ortopedia, Nefrologia, Cirurgia Cardíaca, Clínica Médica, Terapia Intensiva, Pediatria, Neonatologia, Reabilitação Cardíaca, Cirurgia Bariátrica, Cirurgia Geral, Neurologia, Neurocirurgia, Emergência, etc.


Crefito-2: Que outros projetos ou ações fazem parte do Serviço de Fisioterapia no HCE?


Dra. Silvia Nobre Lopes: Após a readequação setorial de todo o serviço, o passo seguinte foi realizar outro sonho: a formação do Fisioterapeuta em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear - DQBRN. Esse sonho surgiu em 2013, quando perdi uma amiga, a Capitão Médica Danielle Mattos, no incêndio da Boate Kiss.

Segundo nota de pneumologistas especialistas, a “fumaça produzida pela queima da espuma na boate Kiss, em Santa Maria, era altamente tóxica e capaz de matar rapidamente uma pessoa em caso de inalação”. Esta inalação provoca lesões (no sistema respiratório) e desencadeiam um processo inflamatório que modifica a permeabilidade dos vasos pulmonares e impede a respiração. Com o incêndio da boate Kiss, houve uma manifestação do Ministro da Saúde Alexandre Padilha que referendava a necessidade de uma força tarefa da Fisioterapia para atendimento aos intoxicados e envenenados pelo monóxido de carbono. Foi daí a idéia de não deixar a morte da Capitão Danielle Mattos ter sido em vão.


A intoxicação por inalação de gases tóxicos é uma das áreas de atuação DQBRN. Foram três anos tentando convencer meus superiores a me deixarem fazer a formação, e não consegui. Somente após eu ter assumido a Chefia do Serviço é que pude, oficialmente, lutar pela formação. Consegui convencer o General Falcão nas tratativas da proposta do curso e ao Coronel Anderson – Comandante do 1º Batalhão DQBRN a sediar e nossa formação. Foi um trabalho de cinco meses para tratativas, que culminou na formação da primeira turma de fisioterapeutas do Brasil com formação para atividades antiterror.  

Hoje o Hospital Central do Exército é o único hospital do Brasil com o atendimento de Fisioterapia em Emergência durante as 24 horas do dia, com formação específica em resgates e transporte aeromédico, e o único na América Latina cujos fisioterapeutas intensivistas e emergencistas são treinados em defesa química, biológica, radiológica, nuclear e habilitados para o pronto emprego e a ação em caso de sinistros ou atentados bioterroristas. Fomos convidados a integrar e participamos de todas as reuniões do Colégio Brasileiro de Medicina de Desastres e Catástrofes, nossos fisioterapeutas começaram a ser vistos como necessários e importantes no CBMDC. Isso me orgulha.



Crefito-2: E o que está na agenda para implantações futuras?


Dra. Silvia Nobre Lopes: Como projetos futuros, desejo a obrigatoriedade da formação em Transporte Aeromédico e a obrigatoriedade da formação em DQBRN para fisioterapeutas. Hoje, 99% do efetivo de fisioterapeutas militares do Exército Brasileiro são Oficiais Temporários; eles levarão esse conhecimento para o meio civil, e assim teremos outros profissionais prontos no Brasil, sem serem militares. Serão esses formados e treinados que assumirão as diversas emergências e serviços no Brasil.

Eu quero deixar isso para a Fisioterapia do Brasil: a atuação nas áreas de Segurança e Defesa em Saúde, sendo a Fisioterapia como pioneira nessa preocupação. Já comecei as tratativas e programo para setembro de 2018 um novo curso de DQBR, para os fisioterapeutas que estarão ingressando no Exército Brasileiro, em janeiro.

Nossa nova linha de trabalho é o desenvolvimento do Projeto “João do Pulo”, no qual militares reformados por limitações físicas são reintegrados às Forças por intermédio do esporte paraolímpico. É algo um pouco mais complexo, porque a legislação brasileira determina que militares que adquiram algum tipo de deficiência sejam reformados. Vamos começar a abordagem e a seleção das potencialidades ainda nos leitos. Dependendo das dificuldades, vamos mais além, pois, como disse, são as dificuldades que me motivam.
 


XVII JORNADA CIENTÍFICA DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DO CREFITO-2 - ETAPA FISIOTERAPIA

TEMA: "INTEGRALIDADE COM EQUIDADE: O OLHAR DO FISIOTERAPEUTA NO UNIVERSO FEMININO"

LOCAL: TEATRO ODYLO COSTA, FILHO (UERJ)

ENDEREÇO: RUA SÃO FRANCISCO XAVIER, 524, MARACANÃ, RIO DE JANEIRO - RJ 

DATA: 24 E 25 DE OUTUBRO DE 2017

INSCRIÇÕES GRATUITAS: FORMULÁRIO ON-LINE

(*) CERTIFICADO COM COMPROVAÇÃO DE CARGA HORÁRIA


 

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