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Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos é concedida à Dra. Márcia Medeiros Marques

Terapeuta ocupacional integra o grupo de onze profissionais agraciados com a principal honraria do Crefito-2, durante a XVIII Jornada Científica.

Dra. Márcia Medeiros Marques foi docente por 24 anos no curso de Terapia Ocupacional, na Faculdade Castelo Branco, onde ajudou a formar muitos dos profissionais do Rio de Janeiro. Com especialização em Psicomotricidade, em Saúde Mental e em Terapia da Mão, atuou em diversas áreas da Terapia Ocupacional, principalmente, em hospitais públicos.

A terapeuta ocupacional criou um projeto junto à Prefeitura do Rio de Janeiro para desenvolver mobiliários adaptados para a área social na Subsecretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, realizando visitas domiciliares a pacientes com algum tipo de deficiência e em situação especial. Nesse programa de atenção domiciliar, Dra. Márcia utiliza seu projeto de mobiliário adaptado, a fim de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

No Hospital Municipal Lourenço Jorge, atua no atendimento ambulatorial, no setor de recuperação funcional de membro superior, junto ao serviço de Ortopedia e Traumatologia.

Em entrevista a seguir, concedida ao Crefito-2, a profissional falou da importância da Terapia Ocupacional e da surpresa em receber a homenagem do Crefito-2.



Crefito-2: Como você recebe a notícia desta homenagem? Comente sobre a importância deste reconhecimento por parte do Conselho.

Dra. Márcia Medeiros Marques: Foi uma surpresa muito grande porque eu estava acostumada a ser homenageada quando lecionava e já estou há oito anos fora do meio acadêmico e da sala de aula, e ser lembrada é uma surpresa muito boa. Eu não esperava realmente, e vejo esse reconhecimento como fruto da minha dedicação ao trabalho e do que sempre passei para todos que trabalham comigo. Fiquei muito feliz. Acho importante essa homenagem vindo do meu Conselho, pois incentiva outros profissionais a se dedicarem mais e fazerem diferença na Terapia Ocupacional. Vejo que vale a pena passar por todos os estágios na profissão para conquistar o reconhecimento.


Crefito-2: A senhora atua em saúde pública há muitos anos e tem grande experiência na área de reabilitação física e mental. Fale um pouco dessa sua trajetória e suas escolhas nessas áreas. Qual foi a sua motivação para atuar nesses campos?

Dra. Márcia Medeiros Marques: 
Eu sempre gostei da área física, da Terapia Ocupacional Geral, amava o estágio que fazia na Reabilitação Profissional e fui bastante influenciada por uma professora, Dra. Dulce, da disciplina de Terapia Ocupacional Aplicada à Traumatologia e à Reumatologia. Mas também estagiei em Neurologia de forma geral na ABBR. Fiz o curso do Médoto Bobath para ampliar meus conhecimentos no tratamento neurológico. Meu objetivo era entender mais sobre a parte sensorial, psicomotora, como a criança percebe o mundo, e, por isso, busquei esses caminhos para oferecer o melhor para as minhas crianças. Quando comecei a fazer a especialização em Psicomotricidade, percebi o quanto essa área tem relação com a Terapia Ocupacional, e abriu-se um leque de formas de trabalhar. Em seguida, comecei a atuar com terapia de mão, fazendo órteses com materiais mais difíceis e acabei fazendo um curso de especialização na área, promovido pela Atoerj, com professores da USP.


Crefito-2: O que mais marcou sua vida como terapeuta ocupacional?

Dra. Márcia Medeiros Marques: Foi descobrir o que a Terapia Ocupacional é capaz de fazer pelo outro em todas as áreas. Por exemplo, eu não tinha a dimensão da atuação da Terapia Ocupacional na área social, que é o trabalho que faço ainda hoje, visitando famílias, que tenham em seu seio pessoas com algum tipo de deficiência, seja física, mental ou sensorial, a fim de orientar e adequar situações do cotidiano para oferecer qualidade de vida ao paciente.  Trata-se de um trabalho transdisciplinar, em que desenvolvo o projeto que criei junto à Prefeitura do Rio de Janeiro, confeccionando mobiliários adaptados para os pacientes com deficiência atendidos pelo município.


Crefito-2: Com tantos anos de profissão e um currículo com uma formação extensa, gostaríamos de saber qual o segredo da sua motivação e energia.

Dra. Márcia Medeiros Marques: Os quinze anos na área de Neuropediatria me ajudaram a aprender e crescer muito. Pude ver a evolução de pacientes com lesões de moderada a leve atingirem independência e perceber o papel da Terapia Ocupacional com crianças graves, o que para mim era muito difícil, mas também gratificante ver a evolução desses pacientes. Esse tipo de resultado que motiva.


Crefito-2:  Como professora, que mensagem você daria para um terapeuta ocupacional em início de carreira ou um acadêmico?


Dra. Márcia Medeiros Marques: Que tudo que ele puder aprender na vida será útil para o seu exercício como terapeuta ocupacional, ou seja, todo aprendizado se aproveita, desde as coisas mais simples que fazemos em nosso cotidiano. Por exemplo, na adolescência, aprendi a costurar com minha avó e nunca usei a costura como profissão, mas precisei usar esse aprendizado com meus pacientes. Porque se hoje faço uma luva flexora e a minha noção de órtese é mais fácil, foi porque aprendi a costurar. E tudo que você puder aprender, vai auxiliar no trabalho, porque o terapeuta ocupacional lida com atividades. Não existe, por exemplo, nenhum exercício que trabalhe a arquitetura do movimento, pois se trata de todos os movimentos que fazemos no cotidiano em ação. Isso exige o movimento de todo o esqueleto e de todas as musculaturas, trabalhando em sincronismo, dando a intensidade tônica adequada para a atividade que se está desenvolvendo. É por isso que um indivíduo é capaz de abrir e fechar a mão, mas não é capaz de pegar um copo d`água, porque ele não consegue apreender a intensidade tônica que deve aplicar para a atividade em questão; se é um copo de vidro, ele não consegue segurar, pois a intensidade tônica da preensão não é adequada e o copo cai; se é de plástico, ele pode acabar amassando-o, pois empregou uma intensidade inadequada ao material manipulado. E o terapeuta ocupacional atua no sentido de trabalhar a arquitetura do movimento, ajudando-o a controlar essa intensidade nas atividades.
 
 
 
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