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Evento discute a Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais da Terapia Ocupacional

Professores e acadêmicos de Terapia Ocupacional marcaram presença no Auditório do Crefito-2.

Na mesa: a coordenadora da Comissão de Educação da Terapia Ocupacional, Dra. Fátima Maia; o Coordenador da Câmara Técnica de Contextos Sociais da Terapia Ocupacional, Dr. Ricardo Correia; o vice-presidente do Crefito-2, Dr. Omar Luis Rocha da Silva; e a presidente da Reneto, Dra. Stella Maris Nicolau.

 


  

Professores e acadêmicos de Terapia Ocupacional marcaram presença no Auditório Dr. José Luiz Silva Monteiro, do Espaço Cultural Dr. Ruy Gallart de Menezes, na sexta-feira, 2 de março de 2018. O encontro sobre a Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) da Terapia Ocupacional marca a abertura da programação anual de eventos do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região (Crefito-2) de 2018.  Essa foi uma grande oportunidade de debater as DCNs e contou com a presença da Profª Dra. Stella Maris Nicolau, atual presidente da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa em Terapia Ocupacional (Reneto), como palestrante convidada.

 

Participaram da abertura, o vice-presidente do Crefito-2, Dr. Omar Luis Rocha da Silva, que agradeceu a presença de todos em nome da presidente, Dra. Regina Figueirôa; a coordenadora da Comissão de Educação em Terapia Ocupacional, Dra. Fátima Beatriz Maia; o coordenador da Câmara Técnica de Contextos Sociais da Terapia Ocupacional, Dr. Ricardo Lopes Correia; e a presidente da Reneto, Dra. Stella Maris Nicolau. 

 

Após as apresentações, a coordenadora da Comissão de Educação em Terapia Ocupacional, Dra. Fátima Maia fez um breve resumo do objetivo do evento, explicou como seria a dinâmica dos trabalhos e, na sequência, passou a palavra para os participantes da mesa. Cada um dos palestrantes deu sua contribuição técnica de acordo com seus estudos e experiências práticas para ajudar a fomentar as discussões dos grupos de trabalho. A presidente da Reneto, Dra. Stella Maris Nicolau, apresentou a realidade atual sobres as DCNs, começando por um panorama histórico da profissão. Seguindo a ordem, o coordenador da Câmara Técnica de Contextos Sociais da Terapia Ocupacional, Dr. Ricardo Correia, abordou as questões da regulamentação da profissão. 

 

Finalizando as exposições da mesa, o vice-presidente do Crefito-2, Dr. Omar Luis Rocha da Silva, que antes de entrar nos parâmetros do Projeto de Lei e nos processos legislativos, fez um resgate histórico sobre as Diretrizes Curriculares do primeiro currículo da Terapia Ocupacional, destacou a importância do entendimento e do debate sobre o papel do profissional para as Diretrizes Curriculares Nacionais da Terapia Ocupacional, além de ressaltar sua expectativa de que o evento possa “contribuir para formação de terapeutas ocupacionais mais politizados e conscientes de seu papel social em prol de uma melhoria ampla da profissão.” E acrescentou que “a gravidade de se discutir as diretrizes curriculares esbarra no saber e no fazer da Terapia Ocupacional e embasa as pessoas a esclarecer as muitas dúvidas que surgem em muitos órgãos com relação às práticas da profissão”.

 

Para a presidente da Reneto, Dra. Stella Maris Nicolau, “é fundamental realizar esse tipo de evento que aproxima a universidade dos profissionais que estão na assistência. É importante investir na formação política dos acadêmicos para que eles entendam o que é a regulamentação profissional e saibam qual é a função de um sindicato, de uma associação científica e de um Conselho profissional. Esse tipo de evento é importante principalmente nesse momento em que a Terapia Ocupacional está passando por um período de incertezas quanto a sua autonomia enquanto profissão. Estou muito grata pelo convite e agradeço a presidente do Crefito-2, Dra. Regina Figueirôa, pelo apoio e parceria com a Terapia Ocupacional e também ao Dr. Omar que tem um acúmulo de discussão e é um conselheiro muito importante para a Terapia Ocupacional. Talvez o Crefito-2 tenha um papel fundamental de agregar os terapeutas ocupacionais do Brasil em torno de causas nacionais como essa”, completou a terapeuta ocupacional.

 

Após as apresentações da mesa, os participantes foram separados em quatro grupos de discussão com as mesmas perguntas para formar relatórios que foram apresentados e registrados para a formulação de um documento único sobre as reivindicações do Rio de Janeiro, que será encaminhado à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa em Terapia Ocupacional (Reneto) e, depois, para o Encontro de Docentes de Terapia Ocupacional (Endto), que está programado para outubro deste ano, para a elaboração de um relatório nacional.

 

Na avaliação da coordenadora da Comissão de Educação em Terapia Ocupacional, “o evento foi muito positivo, sendo um primeiro exercício que envolveu os próprios estudantes na escolha daquilo que eles querem estudar, naquilo que estão precisando e no que precisamos refletir para fazer as mudanças na formação do terapeuta ocupacional. Também foi percebida uma participação muito forte dos acadêmicos e expressiva participação dos docentes, embora esperássemos mais profissionais envolvidos nesse processo. É bacana ver o quanto os alunos estão se incomodando com a própria formação e essa participação é muito importante para esse trabalho que é muito árduo. Agora, é elaborar o relatório final com a posição do Rio de Janeiro com relação às DCNs, entregar à Reneto e esperar o evento nacional que está previsto para outubro, que é o Encontro de Docentes de Terapia Ocupacional (Endto) para elaborar um relatório nacional”, afirma Dra. Fátima Maia.

 

De acordo com coordenador da Câmara Técnica de Contextos Sociais da Terapia Ocupacional, Dr. Ricardo Lopes Correia, “o Crefito-2 vem desempenhando um papel de mediar muitos atores; das universidades, dos docentes, dos estudantes, dos profissionais da assistência, gestores, profissionais de outras áreas; e isso vem sendo muito importante para esses eventos. E o que foi discutido nesse evento, e vamos continuar discutindo até o próximo encontro nacional de docentes, é muito relevante, porque estamos falando das bases de regulamentação do ensino em Terapia Ocupacional e isso reflete nas políticas públicas, até porque, temos uma série de problemas na DCN de 2002. Esse evento é uma tentativa de colocar em discussão uma série de questões que, por muito tempo, ficaram restritas a pequenos grupos nas universidades. Quando se promovem espaços como esse encontro, estamos convocando outros atores para pensar os fundamentos, a história, o objeto, as questões sociais, as políticas e a economia que interferem nessa formação e, por incrível que pareça, a universidade não desempenha muito bem essa função. Por isso, a importância das DCNs, e aproveitar esse momento de revisão para formar um coletivo da Terapia Ocupacional enquanto categoria. Quando nos propomos a fazer atividades como essas, que discutem a profissão, conseguimos um maior envolvimento das pessoas e, formar esse senso de coletivo é determinante para o nosso avanço político”, conclui o terapeuta ocupacional que também é professor universitário.

 

Saiba mais sobre a palestrante convidada: 

Dra. Stella Maris Nicolau é doutora em Ciências pelo Programa de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (2012), mestre em Psicologia Social pela USP (2003), atuou como terapeuta ocupacional da Prefeitura do Município de São Paulo de 1990 a 2009. Foi docente do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) entre 2009 e 2014. Atualmente, é professora adjunta do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Campus Baixada Santista. Tem experiência na área de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, ensino em saúde e saúde Coletiva, com ênfase na estratégia de saúde da família, saúde das pessoas com deficiência, reabilitação baseada na comunidade, deficiência, gênero e direitos humanos. É membro do Laboratório de Estudos em Reabilitação, com ênfase no território do curso de graduação em Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

 

 
 
 
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