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Dra. Fátima Beatriz Maia recebe a Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos do Crefito-2

A terapeuta ocupacional, com 27 anos de profissão, tem uma história de desafios e atuação em projetos em prol da reabilitação e cuidados paliativos para pacientes com hanseníase.

Dra. Fátima Beatriz Maia foi uma das escolhidas para fazer parte do seleto grupo de onze profissionais que recebeu a Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos, concedida pelo Crefito-2 em 2018.
 
Doutoranda do Programa de Clínica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a terapeuta ocupacional é mestre em Ciências do Cuidado em Saúde, pela Universidade Federal Fluminense (UFF); pós-graduada em Sociopsicomotricidade, pela Faculdade de Humanidades Pedro II, e em Psicossomática e Cuidados Transdisciplinares com o Corpo, pela UFF; formada no Método Cadeias Musculares e Articulares G.D.S., em Arras, na França. Atualmente, preside a Comissão de Educação do Crefito-2 e é diretora administrativa da Associação Brasileira de Defesa dos Direitos dos Terapeutas Ocupacionais (ABDDITO).
 
Dra. Fátima Maia tem ampla experiência na área de Terapia Ocupacional em correção postural. É também chefe do Serviço de Terapia Ocupacional do HUCFF/UFRJ, além de atuar como docente e realizar atividades com alunos da graduação na área de reabilitação em hanseníase, com um trabalho que é referência na reabilitação cirúrgica de pacientes com a doença.
 
A terapeuta ocupacional desenvolve, ainda, projeto de pesquisa e extensão, na Faculdade de Medicina da UFRJ, voltado à inserção de pessoas com hanseníase no mercado de trabalho: “Inclusão do Sujeito com Hanseníase no Mercado de Trabalho por meio do Emprego Apoiado”. Participa também como colaboradora em diversos outros projetos da faculdade.
 
Em entrevista concedida ao Crefito-2, a profissional falou da importância do trabalho em Terapia Ocupacional na reabilitação em hanseníase e da emoção e alegria em receber esta homenagem do Conselho.

 
Crefito-2: Como a senhora recebe a notícia desta homenagem? Comente sobre a importância deste reconhecimento por parte do seu Conselho.

Dra. Fátima Maia: Recebo com muita emoção. Esta homenagem revigora o desejo de seguir contribuindo e aprendendo com a prática profissional. É muito especial perceber o reconhecimento do meu trabalho pelo Conselho. Recebo muitos retornos positivos de pacientes e estudantes, verdadeiras "medalhas", que, ao longo desses 27 anos de paixão pela Terapia Ocupacional, venho colecionando. Esta homenagem foi uma grata surpresa e me deixa cheia de orgulho de entrar para a galeria dos homenageados do Crefito-2. Quero dividi-la com meus mestres, amigos de trabalho, pacientes e alunos. Eles, com certeza, me ensinaram a ser terapeuta ocupacional e a me orgulhar disso.


Crefito-2: Fale da sua atuação no contexto hospitalar, cuidados paliativos, reabilitação da hanseníase e como foi essa trajetória?

Dra. Fátima Maia: Desde o início da minha formação sempre fui afinada com a reabilitação física. Demorei muito para investir na carreira docente. Sempre me encantei pela assistência e fiz muitas formações que me instrumentalizaram para atuar nessa área. Tempos depois, iniciei minha carreira como docente na Escola Superior de Ensino Helena Antipoff (ESEHA) e fui convidada a ministrar aulas sobre o Contexto Hospitalar e Queimados. Comecei a me debruçar sobre essa temática e fiquei seduzida com a possibilidade de estudar mais a fundo o processo de adoecimento humano e suas repercussões. A formação em Psicossomática e Cuidados Transdisciplinares com o Corpo foi um diferencial na minha formação profissional e pessoal, e me possibilitou compreender como um terapeuta ocupacional poderia atuar com pacientes em sofrimento e minimizar os impactos da hospitalização. A compreensão de que morte e luto transitam nesse contexto e que há muito o que fazer no final da vida também foi um enorme impulso para que me mantivesse nesse campo de atuação.
 
Mais recentemente (há cerca de seis anos), iniciei meu trabalho junto aos pacientes acometidos pela hanseníase e sou muito agradecida por esse desafio. A entrada da Terapia Ocupacional no serviço de hanseníase fez toda diferença na qualidade de vida dos pacientes e foi um grande aprendizado poder desenvolver assistência, pesquisa e extensão nessa área. Faço parte de uma equipe que é referência na reabilitação cirúrgica de pacientes com hanseníase, e somos ainda multiplicadores dessa prática em locais endêmicos como as Regiões Norte e Nordeste. Nesses 27 anos de profissão, fui encontrando campos de trabalho que nem passavam na minha cabeça. Eu comecei minha vida como psicomotricista, trabalhei muito com isso, inclusive na Rede Pública de Niterói por 20 anos, e, de repente, sou chamada para trabalhar com uma nova patologia e dentro do contexto hospitalar, um novo desafio. E foi aí que me deparei com uma equipe que trabalhava com pacientes de hanseníase. E se vier outro desafio, estou pronta. Estou longe de querer pensar em aposentadoria, ainda quero fazer muito pela Terapia Ocupacional.


Crefito-2: Com tantos anos de profissão e um currículo com uma formação extensa, gostaríamos de saber qual o segredo da sua motivação e energia para estar sempre se especializando?

Dra. Fátima Maia: Diria que aceitar desafios talvez seja a resposta para o desejo de conhecer mais e de estar antenada com as mudanças de paradigmas da nossa profissão. A Terapia Ocupacional é uma profissão linda, mas muito complexa, com muitas áreas e campos de atuação, muitos recursos. Por isso, não podemos parar de estudar. Ainda temos muito a conhecer e publicar para fortalecer nossa profissão.


Crefito-2: Como professora, que mensagem você daria para um terapeuta ocupacional em início de carreira ou mesmo um acadêmico?

Dra. Fátima Maia: Que aproveite o privilégio de ter escolhido uma profissão que traz tantas realizações. Que siga escrevendo a história da Terapia Ocupacional com o respeito e cuidado que ela merece. Que procure fazer a diferença no mercado de trabalho e que não pare de querer saber mais e mais.

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