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Dra. Eliana de Queiroz Albuquerque recebe a Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos, do Crefito-2

Fisioterapeuta tem 42 anos de atuação profissional e uma rica história de lutas pela organização política da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional no Estado do Rio de Janeiro.

Como acontece desde 2012, a abertura da Jornada Científica de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Crefito-2 reserva um momento de grande emoção, com a entrega da Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos. A comenda foi criada pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região para homenagear os profissionais e personalidades que contribuíram com o desenvolvimento das profissões no Estado do Rio de Janeiro. [Veja a programação e inscreva-se].

Em 2017, ano em que o evento tratará da temática ligada à saúde das mulheres, uma fisioterapeuta que marcou as primeiras décadas de lutas pela organização das duas categorias será agraciada com a honraria. Trata-se da Dra. Eliana de Queiroz Albuquerque.A solenidade de entrega será realizada no dia 24 de outubro de 2017, no Teatro Odylo Costa, filho, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Campus Maracanã. Nesta data será realizada a abertura da XVII Jornada Científica de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Crefit-2 – Etapa Fisioterapia, que já está com as inscrições abertas pela internet.

Foi diante de uma tela de cinema que ela ficou “muito emocionada  ao descobrir  como iria cuidar  do próximo  com as suas próprias mãos" e se apaixonou pela ciência da reabilitação. A partir desta descoberta, arregaçou as mangas e foi em busca de seu sonho de se tornar fisioterapeuta. Ingressou no curso de graduação em Fisioterapia da Escola de Reabilitação do Rio de Janeiro (ERRJ), em 1973, e concluiu o curso, em 1975. No mesmo ano, se tornou bolsista da Associação Beneficente Brasileira de Reabilitação (ABBR), onde atuou até 1983, nos setores de Pediatria, Ginásio e Correção Postural, passando pela chefia do Setor de Lesões Crânioencefálicas e sendo, em todos os setores, preceptora de estágios.

Em busca constante pelo aperfeiçoamento profissional, cursou as pós-graduações em Docência Superior pela Universidade Cândido Mendes (UCM/RJ), e em Pneumofuncional e em Neurofuncional pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito). Também fez cursos de técnicas como Fisioterapia Respiratória, Kabat, Reeducação Postural Global (RPG), GDS, Osteopatia e Psicodrama.

O pioneirismo é uma tônica na vida da Dra. Eliana. Ela participou da primeira equipe de atendimentos intensivos em plantão de 24 horas, em 1975, no Hospital Evangélico do Rio de Janeiro, coordenada pelo fisioterapeuta e professor, Dr. Edgard Meirelles. Além disso, foi sócia-fundadora dos primeiros consultórios particulares autônomos no Rio de Janeiro, compostos por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e Equipe Especializada de Reabilitação (EER), desde 1981 até 2016, mantendo sua atividade de consultório há 36 anos, em Ipanema.

No campo político profissional, Dra. Eliana Queiroz também escreveu importantes páginas pela Fisioterapia. Ela fez parte do Colegiado do Crefito-2 na Gestão 2010-2014. Como conselheira, representou a Autarquia no Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ), no segmento profissionais de saúde, desenvolvendo um importante trabalho em defesa da saúde de toda a população fluminense.

Dra. Eliana também é muito respeitada pela categoria por sua participação na fundação da Associação Profissional dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Rio de Janeiro (Apferj), como secretária, em 1978, e como presidente ao longo de três gestões, entre 1981 e 1988, quando a entidade obteve a Carta Sindical, criando, então, o Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio de Janeiro (Sinfito/RJ). A fisioterapeuta considera o Sinfito como “seu primeiro filho”, nascido após muitas lutas de uma “gestação” que durou dez anos.

Sua atuação neste capítulo da história da Fisioterapia fluminense lhe rendeu uma Moção de Louvor, Aplausos e Congratulações entregue pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no dia 16 de dezembro de 2013. O ato destacou a importância de seu trabalho quando esteve à frente da presidência do Sindicato.

Os fisioterapeutas fluminenses devem ao trabalho da Dra. Eliana de Queiroz Albuquerque, ao lado de aguerridos colegas, importantes conquistas obtidas em prol da categoria, como a reestruturação do currículo mínimo e a luta pela criação de cargos para fisioterapeutas nos concursos públicos. Ela própria foi aprovada no primeiro certame da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ), em 1989. Fez carreira na Fisioterapia Geral e como preceptora estágio no Hospital Estadual Rocha Faria e, ainda, na equipe de Fisioterapia em Cirurgia Cardíaca e como preceptora de estágio no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac). Aposentou-se do serviço público em 2015.

A belíssima trajetória desta fisioterapeuta renderia muitos livros, pois ela se confunde com a história da profissão no Rio de Janeiro. Além de tudo o que já foi exposto até aqui, Dra. Eliana também trabalhou em outras importantes instituições, sempre deixando sua marca de competência e atenção à saúde dos pacientes.

Teve passagens pela Policlínica Geral do Rio de Janeiro, realizando Fisioterapia Respiratória e Motora; pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro; e pelos Hospitais da Ordem Terceira do Carmo, Pró-Cardíaco, São José e Bambina. Participou da equipe de cirurgia torácica do Dr. Jesse Teixeira, no Hospital Beneficência Portuguesa. No Hospital Samaritano, atuou com enfoque nos primórdios da Fisioterapia Respiratória. Foi supervisora do curso livre Programa de Técnicas Corporais em Fisioterapia, juntamente com a fisioterapeuta Dra. Carmen Jardim, de 1990 a 2002, e fisioterapeuta voluntária no Hospital Estadual Anchieta, durante estágio de formação em Osteopatia (IBO-RJ, de 2000 a 2002).

Toda sua experiência também foi compartilhada com gerações de fisioterapeutas durante o período em que atuou como docente no Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR). Nessa instituição, foi professora auxiliar da graduação (2004 a 2007) e da pós-graduação lato sensu (2001 a 2007).

Seu currículo impecável dispensa justificativas para a escolha de seu nome como uma das agraciadas com a Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos. Por tudo o que fez e continua realizando pela Fisioterapia, Dra. Eliana de Queiroz Albuquerque faz jus à honraria.


Confira a seguir a entrevista concedida pela Dra. Eliana de Queiroz Albuquerque.


Crefito-2: A Medalha Dr. Fernando Lemos é uma comenda entregue anualmente pelo Crefito-2 aos profissionais que se destacam e contribuem para o desenvolvimento da profissão. Como você recebe a notícia desta homenagem? Comente sobre a importância deste reconhecimento por parte do Conselho.

Dra. Eliana de Queiroz Albuquerque: Escolhi a profissão de fisioterapeuta após uma intensa reação emocional a um filme sobre a vida do jornalista Assis Chateaubriand, o Chatô, que desenvolveu uma doença evolutiva com paralisias gradativas e generalizadas. O roteiro do filme mostrava o trabalho corporal em um centro de reabilitação, mostrando os efeitos da água, do calor, da luz, dos movimentos e exercícios, das órteses e adaptações pelas mãos dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Era aquilo que eu queria fazer na vida! Com minhas mãos, cuidar das pessoas.

Sonhava com um centro como o do filme, como a ABBR [Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação]. E lá, conheci o Dr. Fernando Lemos, um idoso ativo, determinado e entusiasmado como eu.

Receber uma homenagem que evoca este pai - que tanto fez pelo filho, como também pelos primórdios da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional - é como um "prêmio".  Fiz minha contribuição para as profissões como fiz pela minha vida, buscando o justo, o ótimo e a dignidade. O Crefito-2 faz parte deste processo e, em 1997, prometi voltar aos trabalhos das entidades. Neste retorno, honradamente, como conselheira do Crefito-2, atuei no Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, até me aposentar do serviço público, em 2015.



Crefito-2: A entrega da Medalha ocorre na abertura da Jornada Científica de Fisioterapia. Neste ano, o evento abordará o tema: "Integralidade com Equidade: o olhar do fisioterapeuta no universo feminino". Como mulher e fisioterapeuta, comente um pouco sobre a relevância desse debate proposto pelo Crefito-2.

Dra. Eliana de Queiroz Albuquerque: Nos anos 1970, apesar de muitos rapazes procurarem os cursos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, o universo das profissões era extremamente feminino, pois as mulheres decidiam permanecer e evoluir nas profissões, mais do que os homens. Havia certa evasão dos homens para outras profissões. No entanto, encontrávamos muitos colegas assumindo representatividade nas lutas e nas entidades de classe como os primórdios da Aferj (Associação de Fisioterapeutas do Estado do Rio de Janeiro), Crefito e Coffito (Drs. Paulo Cerri, Ruy Gallart de Menezes, Carlos Alberto Caetano Azeredo, Carlos Alberto Esteu Tribuzy e tantos outros). Hoje, fico muito feliz de encontrar um grande número de homens neste campo de trabalho da Saúde, onde são maioria no campo esportivo. Entretanto, as mulheres são mais numerosas e, agora, mais empoderadas (Dras. Regina Figueirôa, Isis Simões Menezes, Adalgisa Maiworm, Sandra Carneiro, e tantas outras).



Crefito-2: O que mais marcou sua vida como fisioterapeuta?

Dra. Eliana de Queiroz Albuquerque: O fato que mais marcou a minha vida como fisioterapeuta foi a oficialização do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio de Janeiro, com a obtenção da carta sindical, em agosto de 1988. Ao passar o cargo para outras companheiras, eu tinha 35 anos de idade, estava com a vida afetiva e econômica estável e decidi que teria meu segundo filho, pois o primeiro tinha acabado de nascer após 10 anos de gestação.



Crefito-2: Que mensagem você daria para um fisioterapeuta em início de carreira ou a um acadêmico de Fisioterapia?


Dra. Eliana de Queiroz Albuquerque: Minha mensagem aos jovens estudantes e aos que estão em início de carreira será a de que é muito importante descobrir a "emoção de servir ao próximo", de "cuidar do próximo" (não é só tratar). Devem emocionar-se a cada caso, fazer o seu talento profissional e pessoal aflorar, se desenvolver em estudos multiprofissionais. Acredito que sozinhos fazemos pouco, e que temos que nos relacionar com todos os profissionais de saúde, igualitariamente. Somos todos agentes de saúde! E para aqueles que têm como meta principal apenas enriquecer, é melhor trocar de profissão! Para aqueles que lutam por uma vida confortável, que lutem por isso, porque vale a pena.


 


XVII JORNADA CIENTÍFICA DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DO CREFITO-2 - ETAPA FISIOTERAPIA

TEMA: "INTEGRALIDADE COM EQUIDADE: O OLHAR DO FISIOTERAPEUTA NO UNIVERSO FEMININO"

LOCAL: TEATRO ODYLO COSTA, FILHO (UERJ)

ENDEREÇO: 
RUA SÃO FRANCISCO XAVIER, 524, MARACANÃ, RIO DE JANEIRO - RJ 

DATA: 24 E 25 DE OUTUBRO DE 2017

INSCRIÇÕES GRATUITAS: FORMULÁRIO ON-LINE

(*) CERTIFICADO COM COMPROVAÇÃO DE CARGA HORÁRIA


 

 
 
 
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