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Dr. José Francisco da Silva Filho, o professor dos professores, recebe justa homenagem do Crefito-2

Com quase cinquenta anos ininterruptos de magistério, profissional afirma que "o mundo está em constante evolução e a Fisioterapia também".

 

A Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos foi entregue, em 2018, a 11 personalidades de destaque, indicadas e aprovadas pelo Plenário do Crefito-2. Entre os homenageados, está o Dr. José Francisco da Silva Filho.

Conforme as palavras da presidente do Crefito-2, ele é "o professor dos professores" e atua "há muitos anos como docente de cursos de graduação, pós-graduação e coordenação pedagógica, possuindo ainda uma respeitável produção científica.  É uma referência na docência para várias gerações de fisioterapeutas, para quem, além de seus ensinamentos, deixa um exemplo de seriedade e postura ética, só encontrado nos grandes mestres".

Dr. José Francisco teve uma participação importante na valorização da profissão quando atuava na Associação dos Fisioterapeutas do Estado da Guanabara (Afeg), hoje Aferj. Conforme declarou, o presidente da associação, Dr. Antonio Nunes Alvarenga, já defendia, em 1972, a utilização do  título  de  “Doutor”  para os  profissionais graduados em Fisioterapia. Naquela ocasião, já  lutavam pelo uso do título e chegaram a implantar uma campanha no Rio de Janeiro.
 
Graduado em Fisioterapia pela Escola de Reabilitação do Rio de Janeiro (ERRJ), em 1970. Também concluiu as graduações em Física, em 1975, e em Medicina, em 1981, ambas pela Universidade Iguaçu.
Além de possuir especializações em diversas áreas, é mestre em Ensino de Ciências da Saúde e Ambiente, pela Universidade Plinio Leite (Unipli/2009), e em Ciências Pedagógicas, pelo Instituto Superior de Estudos Pedagógicos (Isep/2002).
 
Possui uma extensa e respeitada carreira profissional, como médico, fisioterapeuta e professor universitário, incluindo atuações na assistência privada e no serviço público. Além de todas as atividades já citadas, Dr. José Francisco tem uma profícua produção bibliográfica, incluindo artigos, trabalhos técnicos e cursos.
 
Seu reconhecimento como professor pode ser comprovado pelas dezenas de homenagens recebidas com a escolha de seu nome como patrono e paraninfo de dezenas de turmas de formandos em Fisioterapia e em outras áreas, em várias instituições de ensino. Dr. José Francisco da Silva Filho também recebeu Moção de Congratulações da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 2008. Recebeu do Crefito-2, em 1996, homenagem especial pelo Dia do Fisioterapeuta.

 
Leia a entrevista a seguir e conheça mais sobre este respeitado fisioterapeuta homenageado pelo Crefito-2.


Crefito-2: Como e quando surgiu a vontade de estudar e se formar em Fisioterapia?

Dr. José Francisco: Filho de uma auxiliar de Enfermagem, algumas vezes tive a oportunidade de visitar as enfermarias de Neurologia e Ortopedia esperando a liberação do plantão de minha mãe. Aproveitava para conversar com os grandes lesionados: amputados, hemiplégicos, tetraplégicos e, como ninguém é de ferro, dava um jeito de dar umas voltinhas na cadeira de rodas. Na ocasião do vestibular, já sabia que tipo de profissional desejava ser e ao ver no jornal um anúncio da ABBR abrindo vestibular para Fisioterapia, disse: é isso que quero. Fui, vi e venci!


Crefito-2: O que foi mais marcante em sua trajetória profissional na Fisioterapia, e também como profissional de saúde, médico e docente?

Dr. José Francisco:
No meu tempo de universitário em Fisioterapia, quase todos se conheciam, pois, no Brasil só havia uma faculdade no Rio de Janeiro, mantida pela ABBR, e outra em São Paulo. A problemática era grande, já que não havia Conselho profissional, sindicato, a profissão não era reconhecida, e não tínhamos direito a inscrição no ISS, nem na Previdência. E, de passagem, diga-se que foi uma luta grande conquistar o título de fisioterapeuta, pois profissionais estranhos desejavam nos tutelar com o nome de fisioterapistas. De concreto só havia a Afeg (Associação dos Fisioterapeutas do Estado da Guanabara), da qual me honro em ter sido Diretor de Relações Públicas.

A Fisioterapia não existe por acaso. Ela é viável até no sistema previdenciário, pois encurta as internações, reduz a resolução das morbidades, devolve mais cedo o indivíduo ao mercado produtivo, evitando as aposentadorias precoces e garantindo a qualidade de vida.


Crefito-2: Como você recebe a notícia desta homenagem e reconhecimento por parte do Conselho Regional?

Dr. José Francisco: A profissão e meus pares sempre foram muito generosos, me agraciando em muitas oportunidades: encontros científicos, simpósios, congressos, no Coffito e mesmo neste Crefito-2, onde fiz parte do Colegiado por dois mandatos. Esta homenagem em especial vem coroar quase 50 anos de magistério ininterruptos, quando pretendo integrar a galeria dos eméritos. Meu muito obrigado a este Colegiado na pessoa da Dra. Regina Figueirôa.


Crefito-2: Que mensagem você deixa para seus colegas de profissão e para aqueles que estão ingressando na Fisioterapia?

Dr. José Francisco: O maior patrimônio que vocês estão adquirindo é o saber científico. “O jovem oficial não deve temer nada, nem mesmo uma ideia nova!” Não desanimem ao ouvirem a expressão “tá ruim”, depois de seu advento, nada mais melhorou. Esta é a senha para que possamos trabalhar com afinco, pois o mundo está em constante evolução e a Fisioterapia também.

Orgulho-me de ter a minha trajetória de aluno e professor servindo de norte para os mais moços, pois, na formação profissional prevalece o binômio ensinante-aprendente no sentido de que não há terminalidade e com tranquilidade podemos trocar de lugar, ora ensinando, ora aprendendo com aquele que pode ter sido nosso aluno. Melhorar sempre é compromisso com a sociedade, pois o mau profissional não interessa a ninguém. Bons estudos sempre!

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