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Crefito-2 homenageia Dr. Ricardo Lopes com a Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos

Terapeuta ocupacional construiu uma trajetória importante com envolvimento na luta por políticas públicas em prol da profissão.

Dr. Ricardo Lopes Correia foi um dos onze homenageados pelo Crefito-2, em 2018, com a Medalha de Honra ao Mérito Dr. Fernando Lemos, durante sua XVIII Jornada Científica.

Doutor e mestre em Ciências da Saúde, pela Faculdade de Medicina do ABC; especializado em projetos Sociais e Políticas Públicas, pelo Centro Universitário Senac, e Acessibilidade Cultural, pela UFRJ; atua como professor Adjunto do Departamento de Terapia Ocupacional, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão em Desenvolvimento Local Participativo, Ocupações Tradicionais, Iniciativas de Trabalho e Renda, Economia Solidária, Projetos de Vida Territorial e Dispositivos Comunitários, e Diferenças de Gêneros e Sexualidade nas Dimensões Comunitárias.

Mesmo com apenas dez anos de formado, sendo quatro morando no Rio de Janeiro, Dr. Ricardo Lopes Correia tem uma trajetória de luta muito intensa em prol da Terapia Ocupacional e atua na Associação dos Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio de Janeiro (Atoerj). Dr. Ricardo coordena a Câmara Técnica do Crefito-2 sobre Contextos Sociais da Terapia Ocupacional e faz parte da Confederação Latina Americana de Terapia Ocupacional (Clato) e da Revista Interinstitucional Brasileira de Terapia Ocupacional (Revisbrato).

Em entrevista concedida ao Crefito-2, o terapeuta ocupacional falou sobre seu trabalho na Câmara Técnica, a importância do envolvimento desde cedo nas questões políticas da profissão e sobre a surpresa e alegria em receber esta homenagem do Conselho. Leia, a seguir, a entrevista na íntegra.


Crefito-2: Como você recebe a notícia desta homenagem? Comente sobre a importância deste reconhecimento por parte do Conselho.

Dr. Ricardo Lopes Correia: Fico muito agradecido pela homenagem, mas confesso que ao receber a notícia, tomei um susto e fiquei um pouco constrangido, pois quando a gente pensa em uma Comenda, lembra daqueles profissionais que trabalharam anos e que são reconhecidos pelo conjunto da obra. Obviamente, acredito que nem sempre a quantidade em anos da sua trajetória influencie na qualidade, no alcance e na potência do trabalho. E o que mais me surpreendeu e comoveu em receber a Comenda do meu Conselho é porque sou de São Paulo e estou no Rio de Janeiro há apenas quatro anos. Quando cheguei ao Rio me envolvi com a mesma vontade de fortalecer e expandir a Terapia Ocupacional, e o Crefito-2 me faz essa homenagem, que eu recebo como um gesto muito bonito e que valoriza os profissionais. Isso é muito bacana e nos dá ânimo para fazer mais.


Crefito-2: Fale da sua atuação como membro da Câmara Técnica Contextos Sociais da Terapia Ocupacional do Crefito-2 e a importância desse trabalho.

Dr. Ricardo Lopes Correia: Em 2011, quando se teve a resolução da Política Nacional de Assistência Social, regulamentando a inserção de terapeutas ocupacionais na Assistência Social, houve a necessidade de criar formas mais explícitas para orientar e regulamentar a atuação dos terapeutas ocupacionais. Em função disso, foi estabelecido um grupo de trabalho, que envolvia tanto o Rio de Janeiro como o Espírito Santo, que resultou na publicação de dois cadernos de orientação da Assistência Social. Após a publicação desse material, em 2015, se sente a necessidade de criar um grupo que tenha um caráter mais consultivo de pensar a inserção do terapeuta ocupacional nas políticas públicas de Assistência Social e, principalmente, sistematizar essa forma de inserção. Foi nesse mesmo sentido que nasceu a Câmara Técnica do Crefito-2, inicialmente sob coordenação da Dra. Samira Lima da Costa, que também é da UFRJ e, em 2017, eu assumi a coordenação. A Câmara Técnica tem o objetivo de ser um espaço de organização, de planejamento das ações, de estudo da inserção e da qualificação do trabalho dos terapeutas ocupacionais no campo social, que engloba, além da Assistência Social, uma série de outras ações no Terceiro Setor, nas instituições privadas, que lidam com as questões sociais. De um modo geral, o objetivo é acompanhar as políticas públicas e a forma de inserção dos profissionais. Atualmente, contamos também com o apoio da Atoerj, que represento no Fórum Estadual dos Trabalhadores da Assistência Social.


Crefito-2: Quais são as perspectivas para o futuro da sua profissão?

Dr. Ricardo Lopes Correia: A Terapia Ocupacional é uma profissão promissora, mas tem muitos desafios, e o principal deles é o engajamento político, que ainda é muito incipiente.  Acredito que não tenhamos ainda essa dimensão, mas percebo que o Crefito-2 tem um diferencial e esse Conselho me representa de fato. Não admito que outra categoria tome decisões sobre o desenvolvimento da minha e essa discussão ainda é um ponto nevrálgico para a Terapia Ocupacional, pois ainda temos poucos profissionais envolvidos com essa questão.


Crefito-2: Como professor, que mensagem você daria para um terapeuta ocupacional em início de carreira ou um acadêmico?

Dr. Ricardo Lopes Correia: Eu aposto muito na educação como fonte transformadora, mas diria ao jovem para controlar a impulsividade e ter paciência, porque as coisas não acontecem em um tempo particular, tem o tempo coletivo e outros movimentos envolvidos. E um divisor de águas para a minha formação foi o envolvimento com a Associação, para ter a dimensão política dos fatos. A academia te abre o universo, mas não vai dizer para onde você deve seguir. Na prática cotidiana, as nossas escolhas estão baseadas na realidade do contexto, então, para mediar entre aquilo que é ideal e o real, é preciso ter um corpo de conhecimento e de pessoas organizados para te ajudar nesse processo. Isso é o que recomendo aos meus alunos: vincular-se, o quanto antes, às discussões políticas da profissão. Envolva-se!

 
 
 
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