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O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. No Brasil, foi criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com a proposta de associar à cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro). A ideia é pintar, iluminar e estampar o amarelo nas mais diversas resoluções, garantindo mais visibilidade à causa. Todos podem ser divulgadores desta importante causa. Faça parte desta causa! Mas atenção: a campanha é em setembro, mas falar sobre prevenção do suicídio em todos os meses do ano é fundamental!
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Crefito-2 condecora a Dra. Odiléa Alves, graduada em Fisioterapia em 1958

Profissional representou a primeira turma de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais graduada no Brasil, que foi homenageada pelo Conselho Regional.

Dra. Odiléa Alves de Souza, emocionada, agradeceu a oportunidade e a comenda que recebeu.

O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região incluiu entre os homenageados em sua XIII Jornada Científica, realizada no Rio de Janeiro, de 26 a 28 de setembro de 2012, uma condecoração especial à primeira turma de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais do Brasil. A Dra. Odiléa Alves de Sousa recebeu a Medalha de Honra ao Mérito Doutor Fernando Lemos, representando todo o grupo.

A fisioterapeuta, que completou 54 anos de formada em 2012, se diz uma apaixonada pela profissão, e, segunda afirma, já lutou muito para defender os interesses da classe. Ela atuou na Associação Beneficente de Reabilitação (ABBR), onde se formou, por vários anos após a conclusão do curso. Posteriormente, assumiu o cargo de Chefe de Serviço de Fisioterapia do Instituto Oscar Clark, onde permaneceu por 32 anos. Dra. Odiléa Alves de Souza também teve passagens pelo mundo acadêmico, como professora em cursos de graduação. Sempre engajada nos assuntos de interesse da categoria, foi diretora secretária do Crefito-2.

Por toda sua trajetória de vida e trabalho, e por ter sido uma das desbravadoras a acreditar no potencial técnico, científico e terapêutico da Fisioterapia, numa época onde não havia parâmetros para se espelhar na escolha da profissão, Dra. Odiléa Alves de Sousa e toda a primeira turma da ABBR merecem, indiscutivelmente, receber a honraria do Conselho Regional. Para o órgão, homenagear estes profissionais é reconhecer a importância de cada um deles para a história da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional e resgatar a memória e o orgulho de ambas as áreas da Saúde.

Os primeiros fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais do Brasil concluíram o curso no final do ano de 1957 e, em 27 de fevereiro de 1958, participaram da cerimônia de formatura, realizada no Auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Confira a entrevista concedida pela Dra. Odiléa Alves de Souza ao Crefito-2.


Crefito-2: Como a senhora escolheu ser fisioterapeuta?

Dra. Odiléa Alves de Souza: Eu escolhi a Fisioterapia no escuro. Não tínhamos nada para nos basear. Tudo começou quando organizaram a ABBR. Foi uma iniciativa do Dr. Fernando Lemos juntamente com um grupo de médicos, entre os quais estava o Dr. Oswaldo Pinheiro Campos, que viveu muito tempo nos Estados Unidos e queria trazer a reabilitação para o Brasil. Um grupo de senhoras da sociedade organizou várias reuniões e realizaram campanhas para ajudar a viabilizar o projeto.


Crefito-2: E naquele momento se interessou pelo trabalho?

Dra. Odiléa Alves de Souza: Sim. Resolvi ir conhecer. Meu pai de criação também me deu algumas informações. Eu estava estudando Filosofia, História e Geografia. Deixei a faculdade que eu cursava e ingressei na Fisioterapia.


Crefito-2: Em algum momento se arrependeu desta troca de curso?
Dra. Odiléa Alves de Souza:
Nunca. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Tenho verdadeira adoração pela Fisioterapia. É muito linda esta profissão. Já lutei bastante e briguei muito por ela. Não me arrependi nem vou me arrepender. Eu me apaixonei e me “joguei”, desculpe o termo. Valeu muito a pena.


Crefito-2: Naquela época, os alunos da primeira turma imaginavam que mais de 40 anos à frente, a Fisioterapia seria uma profissão com a bela história que tem hoje?

Dra. Odiléa Alves de Souza:
Eu tinha certeza que sim. Eu tive este sentimento de que conseguiríamos vencer. Não é à toa que as pessoas se unem diante de uma situação difícil. Tinha que acontecer.


Crefito-2: Conte-nos um pouco sobre sua trajetória como uma das primeiras fisioterapeutas formadas no Brasil.

Dra. Odiléa Alves de Souza:
Após a formação, continuei trabalhando na ABBR por um tempo. Depois, recebi um convite da Dra. Sandra Cavalcanti, quer era responsável pelo Serviço Social, e queria abrir um local para tratamento de pessoas com incapacidade física. Houve uma indicação do meu nome. Era o Instituto Oscar Clark. Fui nomeada para exercer o cargo em comissão de Chefe do Serviço de Fisioterapia da Divisão Médica.


Crefito-2: Então, até este momento, ainda trabalhava na ABBR?

Dra. Odiléa Alves de Souza:
Sim, na Associação eu fiquei bastante tempo. Mas quando surgiu o convite para o Instituto eu tive que me ausentar da ABBR. Trabalhei no Oscar Clark por 32 anos. Foram oito anos como contratada e 24 “oficiais”. Lá, criamos o Serviço de Fisioterapia com o que tínhamos no momento. Quando saí, deixamos um prédio de três andares, feito com um trabalho de equipe muito grande. Foi maravilhoso.


Crefito-2: A senhora também lecionou em cursos de Fisioterapia?

Dra. Odiléa Alves de Souza: Sim. Dei aulas de Ética e Deontologia. Era uma oportunidade de levar o Conselho Regional para dentro da sala de aula. Na Faculdade de Reabilitação da Asce (Frasce) lecionei por um período bem longo. Também fui professora no Centro Universitário Celso Lisboa e na Universidade Estácio de Sá, como assistente da Dra. Regina Figueirôa, por algum tempo. Foi agradabilíssimo poder lidar com os alunos. Foi outro período maravilhoso na minha vida.


Crefito-2: O que mais marcou sua vida como fisioterapeuta?

Dra. Odiléa Alves de Souza:
A felicidade de ver esta profissão conquistando o espaço que merece. Foi muito difícil e nós tivemos lutas muito grandes. Não posso entrar em detalhes, pois mantenho a ética acima de tudo, mas posso dizer que sofremos muito, porém, conseguimos vencer. Isto me marcou muito e me deixa muito feliz. Depois, com a organização dos Conselhos, o que foi um ponto importantíssimo. Neste momento, não posso deixar mencionar a Dra. Regina Figueirôa, presidente do Crefito-2, e a equipe que trabalha com ela. Eu tive este prazer de ser uma destas pessoas, como Diretoria Secretária, por um bom tempo.


Crefito-2: Quais os desafios do atual momento da Fisioterapia, em sua opinião?

Dra. Odiléa Alves de Souza:
Acho que é preciso um pouco mais de seriedade. Não digo responsabilidade, o que é diferente. O desafio é o trabalho que deve ser feito por meio de muito estudo. A equipe multidisciplinar tem que ser muito bem coordenada, pois o paciente precisa disto. Eu acho que é a seriedade em exercer esta profissão.


Crefito-2: O que acha importante dizer para os fisioterapeutas em início de carreira ou para os acadêmicos de Fisioterapia? Quais as suas dicas ou conhecimento pode compartilhar?

Dra. Odiléa Alves de Souza:
Eu acho válido questionar até que ponto está realmente interessado pela Fisioterapia e se a profissão lhe diz algo. Dificuldades nós vencemos com esforço e trabalho.


Crefito-2: Como foi receber a notícia desta homenagem? Comente sobre a importância deste reconhecimento por parte do Conselho.

Dra. Odiléa Alves de Souza: Ao receber a notícia sobre a escolha de meu nome e o título da medalha, eu me emocionei muito. O Dr. Fernando Lemos foi o cabeça de todo o movimento de criação da ABBR, junto com o Dr. Oswaldo Pinheiro de Campos, que era quem cuidava do José Maria, filho do Dr. Fernando que foi vítima da poliomielite. Eles foram incansáveis e eu presenciei aquele período. É o sentimento do dever cumprido.

 

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