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“O maior desafio da Terapia Ocupacional é ocupar os espaços com profissionais bem formados”

A terapeuta ocupacional Dra. Vera Lúcia Vieira de Souza foi homenageada na XII Jornada do Crefito-2.

A terapeuta ocupacional Dra. Vera Lúcia Vieira de Souza foi homenageada na XII Jornada do Crefito-2, edição que marcou a retomada da realização do evento e o lançamento da Medalha de Honra ao Mérito Fernando Lemos, recém-criada pelo Colegiado do órgão.

Graduada em Terapia Ocupacional pela Escola de Reabilitação do Rio de Janeiro – ERRJ/ABBR, com mestrado e doutorado em Educação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), possui especialização em Terapia da Mão pela Associação dos Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio de Janeiro (Atoerj) e em Hanseníase pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ). Atualmente é professora assistente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foi gerente de Terapia Ocupacional da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 1993 e 2002 e assistente da Coordenação de Reabilitação da Secretaria Municipal de Saúde de 2002 a 2006. Atuou como conselheira efetiva do Crefito-2 entre 1990 a 1998.

É membro da International Society for Augmentative and Alternative Communication (ISAAC), da Atoerj, da Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais (Abrato) e do World Federation of Occupational Therapists (WFTO).

Veja a entrevista com a Dra. Vera, que falou sobre seu histórico profissional, perspectivas, luta pela valorização da Terapia Ocupacional e conquistas em políticas públicas de saúde.

Crefito-2: Comente sobre se sentimento ao receber esta homenagem e a importância deste reconhecimento por parte do Conselho. 

Senti-me muito honrada ao receber a notícia da homenagem pelo Dr. Omar Luis Rocha da Silva, vice-presidente do Crefito-2. A importância do reconhecimento por parte do órgão responsável pela defesa do campo da Terapia Ocupacional junto à população é a certeza de termos cumprido a tarefa que nos foi dada e alcançado resultados visíveis o suficiente para serem reconhecidos pela categoria, representada pelos conselheiros terapeutas ocupacionais deste Regional.

Crefito-2: Comente sobre a importância de se tratar “Acessibilidade e Humanização” como tema na XII Jornada Científica de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Gostei muito dos temas abordados na XII Jornada na área de Terapia Ocupacional. A programação foi excelente, com a participação de profissionais conceituados da área. A acessibilidade e a humanização das práticas de saúde são temas inerentes à Terapia Ocupacional e precisamos discutir as nossas possibilidades de contribuição para as políticas de saúde de maneira geral.

Como tema central da Jornada, o Crefito-2, ao discutir questões da acessibilidade e humanização, cumpre seu compromisso com as necessidades de saúde da população e pode contribuir com a disseminação e aperfeiçoamento de políticas públicas.

Penso, desde que era conselheira deste órgão, que por sua atuação em duas categorias que atuam de forma conjunta em várias áreas, os temas apresentados deveriam, pelo menos em parte, ser apresentados em mesas integradas, multiprofissionais, para podermos exercitar o trabalho em equipe, prática tão difícil no dia a dia, a partir das duas categorias.

Crefito-2: Quais os principais avanços da sua área e / ou momentos profissionais mais marcaram sua vida?

Um marco na minha vida foi a entrada no serviço público, no primeiro concurso realizado para unidades no Rio de Janeiro, em 1986. Ingressei na Secretaria Estadual de Saúde e atuei no Hospital Curupaiti, antiga colônia de pacientes com hanseníase, hoje chamado Instituto Estadual de Dermatologia Sanitária. A partir deste trabalho com uma equipe excelente, pude me envolver com assistência pública, com políticas públicas de saúde, pesquisa, planejamento, gerenciamento e formação de profissionais. Inclusive minha entrada no Crefito-2 como conselheira, em 1990, foi motivada porque a Dra. Regina Figueirôa, atual presidente do Crefito-2, me conheceu em uma manifestação, na qual panfletávamos em defesa da saúde pública.

A participação no Crefito-2, no período de 1990 a 1998, foi muito desafiadora e importante pelos movimentos de saúde que estavam acontecendo em prol da construção do Sistema Único de Saúde (SUS). Representando o órgão, participei de muitas fiscalizações conjuntas com os demais Conselhos de Saúde e conseguimos abertura de concursos para Terapia Ocupacional e Fisioterapia.

A indicação do Crefito-2 para a Secretaria de Saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro para ocupação do cargo de Gerente de Programas de Terapia Ocupacional foi um grande desafio para mim. Pela homenagem que recebo agora, acredito ter desempenhado bem em este papel!

Tivemos muitas conquistas e realizações, contando com a ajuda de muitas pessoas da própria Secretaria e de muitos terapeutas ocupacionais que ao ingressarem na SMS-RJ se destacavam pelo envolvimento e pela excelência do trabalho realizado. Quando assumi o cargo, em 1993, a Secretaria tinha oficialmente uma terapeuta ocupacional em uma unidade de reabilitação, o Instituto Oscar Clark, com outros profissionais em desvio de função, que mantinham o serviço.

Em 1993, foram chamados quatro profissionais, inclusive eu, que foram distribuídos para outras unidades, hospitais, maternidades e centros de saúde. Na ocasião, o quantitativo de profissionais possíveis no quadro era de dez terapeutas ocupacionais. Com o trabalho conjunto com o Crefito-2 conseguimos ampliar para 50 em pouco tempo e preencher este quadro, o que por si só é um grande desafio.

Com nosso trabalho de divulgação e propostas para diferentes áreas de atuação do terapeuta ocupacional e pelo trabalho realizado nas unidades pelos profissionais desta área, demonstrando os benefícios e a contribuição da Terapia Ocupacional para a promoção de saúde, prevenção de incapacidades, recuperação de transtornos físicos e mentais e reabilitação física e psicossocial, conseguimos ampliar o Quadro Permanente de Profissionais da Prefeitura para 346, por meio Lei Nº 3.022 de 5 de maio 2000, o que permitiu a chamada de mais profissionais concursados.

Na SMS-RJ, posso ainda destacar duas ações fundamentais: a organização dos Pólos de Prevenção de Incapacidades em Hanseníase e Diabetes, em parceria com a Gerência de Dermatologia Sanitária e a introdução e organização da compra de cadeiras de rodas adequadas à população infantil, especialmente crianças com paralisia cerebral, com a avaliação e entrega dos equipamentos, realizada e coordenada por terapeutas ocupacionais.

Crefito-2: Quais os desafios do atual momento da terapia ocupacional?

Nosso maior desafio hoje é ocupar os espaços da Terapia Ocupacional com profissionais bem formados, para sedimentar o trabalho em todos os campos em que ela é reconhecida por suas possibilidades de ação: atenção à saúde, à educação e assistência social.

Hoje temos no Rio de Janeiro um grande momento para a Terapia Ocupacional, com a conquista das graduações públicas na UFRJ e no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ).

Também estamos consolidando e oficializando através da legislação das especialidades do Sistema Coffito-Crefitos as áreas tradicionais de atuação, como a Terapia Ocupacional em contextos hospitalares. A categoria quer estar presente e ativa neste processo de regulamentação.

Outro exemplo é a área da Tecnologia Assistiva, multiprofissional por excelência, mas na qual a Terapia Ocupacional tem uma papel de destaque, fundamental para a garantia de acesso de equipamentos adequados à população, como na área de mobilidade alternativa (cadeira de rodas), adaptações funcionais e Comunicação Alternativa. No Congresso Brasileiro de Comunicação Alternativa que tivemos recentemente, organizado pela Uerj, UFRJ e Associação Isaac Brasil, contamos com uma maior participação de terapeutas ocupacionais.

Crefito-2: Quais são suas perspectivas e anseios para o futuro da sua área?

As perspectivas são as melhores possíveis de termos a Terapia Ocupacional reconhecida e respeitada pelo conhecimento que agrega na área e pelos benefícios que traz às pessoas que sofrem limitação nas suas atividades cotidianas. Mas ainda temos que lutar muito para a divulgação da Terapia Ocupacional e o Crefito-2, neste aspecto, tem um papel fundamental de promover esta divulgação para a população, para gestores e conselheiros de saúde assim como na fiscalização de serviços e na assistência recebida pela população, garantindo o serviço de qualidade prestado por terapeutas ocupacionais.

Anseio ainda por uma representação paritária entre terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas na eleição que teremos em breve para o Coffito, como forma de garantir que as questões das duas áreas, que têm necessidades diferenciadas, mas igualmente importantes, sejam contempladas.

Considero ainda que estamos construindo uma parceria muito produtiva com as representações da Terapia Ocupacional no Rio de Janeiro e que esse é o caminho para fortalecermos nossa profissão e sedimentarmos os avanços para as futuras gerações de terapeutas ocupacionais.

 
 
 
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